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Dilma afirma em ato antes de julgamento que vai ao Senado defender a democracia

© Roberto Stuckert Filho/PRDilma Rousseff em ato em Brasília
Dilma Rousseff em ato em Brasília - Sputnik Brasil
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Durante ato com movimentos sociais promovido pela Frente Brasil Popular, em Brasília, evento na véspera do início do julgamento do impeachment no Plenário do Senado, a presidenta afastada Dilma Rousseff voltou a dizer que o processo se trata de um Golpe de Estado e que não cometeu crime de responsabilidade.

Presidenta afastada do Brasil, Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
Personalidades internacionais repudiam impeachment de Dilma
Em discurso Dilma reforçou que o que está em curso é um golpe contra seu mandato, contra um projeto de governo eleito democraticamente e contra 54 milhões de eleitores.

"Eu achei que nunca mais íamos viver um Golpe de Estado. E estou intensamente vivendo um." 

Em discurso, Dilma Rousseff afirmou que mesmo sob pressão dos ataques de seus oposicionistas, ela não vai renunciar, que vai lutar da mesma forma que lutou contra a luta militar, e que vai ao Senado para defender a Democracia e seu projeto político.

"O que eu vou fazer lá no Senado? Eu vou defender a democracia, o projeto político que eu represento, defender os interesses, que eu acho que são os interesses legítimos do povo brasileiro e, sobretudo, construir os instrumentos que permitam que isso nunca mais aconteça em nosso país."

A presidenta afastada reafirmou que a origem do processo de impeachment foi a derrota dos adversário nas últimas quatro eleições presidenciais, a primeira, em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido; a segunda, em sua reeleição; a terceira, quando ela foi eleita presidenta; e, a quarta, quando foi reeleita. Segundo Dilma, "Aí entornou o caldo para eles", disse. 

Dilma Rousseff ainda criticou o presidente interino Michel Temer, no que diz respeito as medidas fiscais e a política internacional que estão sendo feitas pelo governo em exercício, alegando que elas retrocedem as políticas implementadas durante os 13 anos dos governos do PT, condenando ainda a PEC 241, que propõe congelar os gastos da educação e da saúde por 20 anos.

A presidenta criticou ainda, mas sem citar o nome do ministro das Relações Exteriores, José Serra, o que ela chamou de tentativa de comprar voto do chanceler do Uruguai, com o objetivo de boicotar a Venezuela na presidência do Mercosul.

"Estamos vendo que este processo tem respaldo de setores que nós consideramos a elite conservadora deste país. sabemos também que houve uma participação da mídia, de segmentos da mídia, oportunistas e oligopolistas. Isto ficou muito claro para a imprensa internacional."

Para as lideranças de movimentos sociais e do Partido dos Trabalhadores e membros de seu governo, presentes ao ato, Dilma defendeu ainda uma nova eleição para que segundo ela, haja a recomposição das instâncias democráticas.

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