União Europeia e Líbia fecham o cerco aos traficantes de pessoas no Mediterrâneo

© REUTERS / Ismail ZitounyImigrantes recebem atendimento médico em um porto em Trípoli
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O Serviço Europeu para Ação Externa e o governo de unidade nacional da Líbia assinaram nesta terça-feira (23), em Roma, um acordo de colaboração para o treinamento de agentes da Guarda Costeira e da Líbia a fim de combater o tráfico de pessoas para a União Europeia.

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O país africano é um dos principais pontos de partida dos imigrantes que tentam chegar à Europa fugindo das guerras e dos conflitos do Oriente Médio e do Norte da África. A perigosa travessia do Mediterrâneo, feita por traficantes de pessoas em rotas que se dirigem principalmente para a Itália, já deixou milhares de refugiados mortos desde o início da crise migratória.

Segundo o almirante Enrico Credendino, comandante da Operação Eunavfor Med citado pela Agência Brasil, esse é “um desdobramento da Operação Sophia, que combate, localiza e identifica os traficantes de pessoas” que atuam na região.

No último dia 20 de junho, o Conselho Europeu determinou duas novas metas para a Eunavfor Med: 1 — capacitar e treinar a Guarda Costeira e a Marinha e 2 — ajudar na execução do embargo imposto pela ONU contra o tráfico de armas na região.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), só neste ano mais de 104 mil refugiados desembarcaram em território italiano atravessando a rota originária da Líbia, e pelo menos 2.725 morreram ou desapareceram durante a viagem.

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