Síria não sabe o que fazer com 30 mil corpos de militantes estrangeiros

© AFP 2022 / Sameer Al-DoumyA woman visits the grave of a relative in the rebel-held town of Douma, east of the capital Damascus
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As autoridades sírias viram muitas vezes recusados, durante os cinco anos de guerra, os seus pedidos a vários países sobre a concessão de informação relativa a seus cidadãos que aderiram a grupos terroristas na Síria.

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Os países cujos cidadãos chegaram à Síria para se juntar a grupos terroristas e foram mortos pelo exército sírio recusam-se a cooperar com Damasco no procedimento de identificação de corpos e seu envio ao país de origem.

O presidente do Comitê Superior de Medicina Forense da Síria, Hussein Nofal informou, em declarações à Sputnik Árabe, que até os países vizinhos da Síria após identificação de corpos de militantes mortos se recusaram a receber os cadáveres dos seus cidadãos. O número de tais corpos só em 2016 é avaliado em dezenas de milhares.

“Nós conseguimos identificar alguns milhares de terroristas mortos que eram cidadãos da França, Turquia, Iraque, Arábia Saudita, Jordânia, Líbano e outros Estados árabes. Além destes números, não conseguimos identificar cerca de 30 mil terroristas”, disse Nofal.

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Além desta questão, a Medicina Forense da Síria enfrenta o problema de identificação de seus próprios cidadãos civis que foram torturados e executados por jihadistas.

“Quando encontramos valas comuns de civis mortos em povoados liberados, na maioria dos casos só podemos identificar a causa da morte porque passou demasiado tempo desde a morte das pessoas e os seus corpos não podem ser identificados. Em muitos casos, nós revelamos que os civis mortos foram torturados, agredidos, esfaqueados, sofreram injeções de combustíveis e óleo no sangue. Alguns cadáveres femininos foram encontrados com objetos estranhos dentro do corpo”, acrescentou.

Segundo as palavras de Hussein Nofal, a Medicina Forense síria estabeleceu que durante a guerra a porcentagem de violência contra crianças atingiu 60 por cento de número total de casos de violência no país. As crianças, assim como as mulheres, são cada vez mais frequentemente submetidos à violência sexual e física.

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