Ex-secretário-geral da OTAN: Trump vai enfraquecer aliança militar

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Enquanto a corrida presidencial está se intensificando, parece que os apoiantes e adversários dos candidatos também aumentaram suas críticas.

Em entrevista ao site noticioso da emissora alemã ZDF, Anders Fogh Rasmussen, ex-secretário-geral da OTAN (2009-2014), aproveitou a oportunidade para lançar mais farpas contra o bilionário Donald Trump, explicando por que razão o presidenciável representará uma "ameaça evidente" à aliança militar, caso ele vença a eleição.
Rasmussen chamou de "ameaça" a atitude de Trump em relação à Rússia.

"Ele não só coloca em dúvida a prontidão dos EUA de se defenderem, mas também tem sua própria visão do conflito ucraniano", declarou o ex-chefe da aliança militar.

Segundo ele, Trump se recusou a condenar a "anexação ilegal da Crimeia", além de insistir que não havia tropas russas no leste da Ucrânia.

"Afinal, ele elogia o presidente Putin", indaga Rusmussen.

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O antigo secretário-geral da OTAN opina que o mundo precisa de um 'guardião da ordem', papel que, segundo ele, só os EUA são capazes de exercer.

Ao falar sobre Donald Trump, Rasmussen se referiu ao seu principal apoiante e ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Newt Gingrich, que tinha declarado que os integrantes da OTAN "deveriam se preocupar com os compromissos assumidos com os EUA".

Quando questionado se Trump e os EUA poderão proporcionar ajuda a países como a Estônia no caso de uma eventual "invasão russa", Gingrich disse o seguinte:

"Não tenho a certeza de que eu arriscaria uma guerra nuclear por uma região nos arredores de São Petersburgo. Acho que devemos compreender o que isso pode significar".

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Essa declaração de Gingrich pareceu chocante para Rasmussen, pois a Estônia é um dos 28 países da OTAN que cumpre a exigência de destinar dois por cento do PIB a gastos na área da defesa.

Apesar disso, Rasmussen anunciou que a cooperação bilateral entre a Rússia e os EUA trará vantagens a ambos os países.

Segundo o ex-chefe da aliança militar, o Ocidente tem que tomar uma posição firme em relação à Rússia para ter certeza que Moscou "escolhe as negociações em vez da confrontação".

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