Jihadista pede perdão ao mundo por destruir Timbuktu

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Um jihadista do Mali declarou-se culpado nesta segunda-feira (22) por atacar a lendária cidade de Timbuktu, onde derrubou antigos santuários muçulmanos com picaretas ao lado de outros fundamentalistas, e implorou perdão ao mundo.

Na abertura de seu julgamento por crimes de guerra perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), Ahmad al-Faqi al-Mahdi também pediu que outros muçulmanos não sigam tais caminhos "do mal".

Mahdi, um ex-professor e acadêmico islâmico, é a primeira pessoa a confessar-se culpada perante o TPI e a primeira a enfrentar uma acusação solitária pelo crime de guerra de dirigir um ataque contra um monumento histórico ou religioso.

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"Reconheço que sou culpado", disse Mahdi, depois de lida a acusação decorrente do ataque de 2012 sobre o património mundial da UNESCO, quando um grupo de jihadistas islâmicos varreu o norte remoto do Mali.

Armados com vídeos, gráficos e imagens de 360 graus, os procuradores do TPI minuciosamente catalogaram diante dos três juízes a destruição na cidade do oeste da África, apelidada de "A Pérola do Deserto".

Com cerca de 40 anos, Mahdi é também o primeiro extremista islâmico a comparecer perante o tribunal de Haia, inaugurado em 2002 para julgar os piores crimes do mundo. O jihadista também é o primeiro a enfrentar acusações decorrentes do conflito no Mali.

Ele é acusado de "atacar intencionalmente" nove dos famosos mausoléus de Timbuktu, bem como a mesquita Sidi Yahia, entre 30 de junho e 11 de julho de 2012.

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