Problemas entre OTAN e Turquia podem obrigar aliança a 'apertar o botão de reinício'

© AFP 2022 / BENOIT DOPPAGNE / BELGA Bandeiras da Turquia e da OTAN
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As relações entre Turquia e OTAN têm piorado consideravelmente após a tentativa fracassada de golpe em Ancara, algo que poderá causar grandes mudanças na aliança militar, opina o jornalista Andrea Cucco, diretor da edição italiana Difesa Online, em entrevista à Sputnik.

Segundo ele, no momento a OTAN está passando por uma crise política, principalmente no que diz respeito à Turquia, o que poderá, com certo grau de probabilidade, obrigar a aliança a 'apertar o botão de reinício'.

Na semana passada o ministro das Relações Exteriores turco Mevlut Cavusoglu destacou que a Turquia pretende ampliar os contatos na esfera militar com países que não pertencem à aliança. Apesar disso, ele assinalou a importância de continuar interagindo com a OTAN.

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Andrea Cucco também se referiu às relações Turquia-UE, ressaltando que a ideia de criar o assim chamado Shengen na área de defesa ou forças armadas conjuntas dos países europeus não é novidade e tem sido alvo de discussões há bastante tempo.

O jornalista citou como exemplo a instalação da força conjunta dos Alpes, composta pela brigada italiana Turinense e pela infantaria francesa de Chasseurs.

© REUTERS / StringerForças líbias leais ao governo apoiado pela ONU
Forças líbias leais ao governo apoiado pela ONU - Sputnik Brasil
Forças líbias leais ao governo apoiado pela ONU

Cucco acha que uma campanha europeia conjunta destinada ao combate ao tráfico de drogas da Líbia é uma ação de alto nível que os políticos por agora não conseguem levar a cabo.

Na opinião do jornalista, pode ser organizada uma missão militar conjunta para lidar com a crise líbia.

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Cucco fez notar que a atual política da Europa na Líbia poderá levar a uma tragédia, porque caso os europeus continuem apoiando as partes de oposição no conflito líbio, esses grupos começarão se ameaçando uns aos outros em vez de destruírem o seu inimigo comum – o Daesh (proibido na Rússia e vários outros países).

A Líbia tem enfrentado instabilidade desde 2011 quando a intervenção militar liderada pela ONU derrubou o então líder líbio Muammar Kadhafi. Depois o país ficou dividido por vários grupos armados leais aos dois governos rivais – o Conselho dos Deputados, reconhecido internacionalmente, e o Congresso Geral Nacional, sediado em Tripoli. Desde 31 de março, o Governo do Acordo Nacional tem tentado unir o país devastado pela guerra. 

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