China cria alternativa à Parceria Transpacífica liderada pelos EUA

© AFP 2022 / TED ALJIBE Dragão Vermelho, o símbolo da China
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As empresas americanas veem a Parceria Econômica Compreensiva Nacional, liderada pela China, como um desafio à Parceria Transpacífica norte-americana.

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As declarações dos EUA de que são eles quem escreve as regras do comércio mundial estão agora sendo questionadas. O lugar do líder que definirá os novos princípios do comércio internacional está vago, salienta o especialista russo em relações internacionais Aleksandr Salitsky. Mas a China não quer assumir o papel de gerente, ela gosta de ser o líder. E ela é capaz de desempenhar o papel, diz o especialista:

"O capital chinês está agora se expandindo. Os jogadores mais poderosos são empresas públicas, mas o capital privado também começou desempenhando um grande papel. Ele está em uma fase mais ativa que o capital dos EUA. O potencial norte-americano, acumulado no setor financeiro, está agora mais inclinado a defender as posições que já tem, em vez de se expandir – ele não tem para isso o potencial que tem a China."

O presidente dos EUA Barack Obama espera que a PTP (TPP, na sigla em inglês) seja a herança política mais importante do seu governo. Mas nem Donald Trump, nem Hillary Clinton, de acordo com suas declarações, querem continuar o desenvolvimento deste projeto.

Os especialistas observam que a PTP vai encontrar as maiores dificuldades no Japão, Austrália, Nova Zelândia e Chile. Ela foi elaborada de tal forma que, de fato, viola sua soberania econômica e comercial.

Enquanto isso, o conceito chinês de Parceria Econômica Compreensiva Nacional tem muito respeito pela soberania dos outros países-membros, e isso é muito importante, diz o especialista Aleksandr Salitsky:

"A China é um ardente defensor do respeito pela soberania nacional. Na Ásia, o discurso de Obama que a América vai ‘escrever as regras do comércio internacional’ provocaram perplexidade e muita cautela perante a PTP. Na Ásia, se sente a liberação da influência dos Estados Unidos e o renascimento da soberania nacional total. E a China congratula esta tendência e, claro, parece um parceiro muito mais compreensível do que os Estados Unidos, o que contribui para a expansão da influência chinesa", concluiu o especialista o seu comentário à Sputnik.

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