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Mineirinho: 'Estou me preparando para representar o surf brasileiro nos Jogos 2020'

© Arquivo Pessoal - FacebookSurfista Adriano de Souza, o Mineirinho
Surfista Adriano de Souza, o Mineirinho - Sputnik Brasil
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"Agora é oficial: o surf virou esporte olímpico", escreveu em sua página no Facebook o surfista Adriano de Souza, o Mineirinho. Ele estava na Indonésia, treinando, na semana passada, quando recebeu a notícia de que o Comitê Olímpico Internacional aprovou a inclusão de cinco novos esportes para os Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020.

Segundo o COI, a entrada nos Jogos Olímpicos de skate, surf, caratê, escalada e beisebol/softbol tem como principal objetivo atrair um público mais jovem para as Olimpíadas.

"Estou bem longe, na Indonésia treinando, mas queria muito estar nesse momento ao lado do presidente da World Surf League [a Liga Mundial de Surf], Paul Speaker, que está no Rio de Janeiro e com certeza lutou muito para chegarmos a esse estagio", postou Mineirinho no Face. "Parabéns também a todos da ISA [International Surf Association – Associação Internacional de Surf] e a seu presidente, Fernando Aguerre. Acho que todo o mundo que sonha ser um atleta, ou é um atleta, sonha ou já sonhou fazer parte dos Jogos Olímpicos. Esse era um sonho meu que agora passou a ser um objetivo", acrescentou o campeão mundial da WSL de 2015, afirmando, ao concluir, que já se prepara para as Olimpíadas de 2020, em Tóquio.

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Exclusivo: Campeões do skate e do surf brasileiros comemoram entrada nos Jogos de 2020

Ao falar com exclusividade para a Sputnik Brasil, Mineirinho disse ter ficado muito feliz ao receber a notícia da inclusão do surf nos Jogos, "pois é o sonho de todo atleta competir nas Olimpíadas, e o surfista não tinha essa oportunidade. Agora tem!" Ele diz ainda que quer participar dos Jogos de 2020, "e para ganhar medalha".

Sobre as Olimpíadas do Rio, ele considera que "estão sensacionais. A gente fica vesgo de tanta coisa para acompanhar, e ainda tem muita coisa pela frente".

À questão de por que o surf e o skateboarding só foram incluídos agora, enquanto o snowboarding, por exemplo, faz parte dos Jogos Olímpicos de Inverno há bastante tempo, Adriano de Souza diz acreditar "que tudo tem sua hora, e aos poucos todos os esportes com condições de serem olímpicos terão suas chances. Para nós [do surf] veio numa hora boa, agora que temos boas tecnologias para piscinas de ondas".

Finalmente, ao ser perguntado se a inclusão do surf e do skateboarding vai ajudar a vencer o estereótipo existente entre certas camadas da sociedade – de que surfistas e skateboardistas são pessoas que gostam de música agressiva e têm comportamento provocador ou delinquente, até por causa de filmes como "Point Break" / "Caçadores de Emoção" –, Mineirinho responde:

"O surf e o skate viraram esportes tão profissionais quanto os outros. Tão exigentes e rentáveis, também. Os surfistas e os skatistas são atletas profissionais, que seguem rotinas, treinos e dietas diariamente. A inclusão no programa olímpico comprova isso."

Acostumado a ganhar campeonatos desde 2002, quando, aos 15 anos, venceu uma etapa do Supersurf, do Circuito Brasileiro, Mineirinho (na verdade, paulista de Guarujá) alcançou o ponto mais alto de sua carreira em 2015, ao derrotar na final outro campeão mundial, o brasileiro Gabriel Medina, e conquistar o título na etapa de Pipeline do Circuito Mundial de Surfe.

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