'EUA não intencionam ajudar Vietnã no confronto com a China'

© AFP 2022 / Hoang Dinh NamNavios de guarda costeira da China e do Vietnã no local disputado do mar do Sul da China, maio de 2014 (foto de arquivo)
Navios de guarda costeira da China e do Vietnã no local disputado do mar do Sul da China, maio de 2014 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os EUA não querem se envolver na luta pelas ilhas do Sudeste Asiático, afirma especialista.

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O Vietnã está deslocando sistemas de mísseis para as ilhas Spratly, no mar do Sul da China. A China já expressou o seu protesto. O Departamento de Estado dos EUA considerou o passo como “uma ação que provoca tensões crescentes” e apelou ao Vietnã para retirar os mísseis das ilhas disputadas.

Na opinião do conhecido especialista russo em assuntos asiáticos Vladimir Kolotov, esta reação dos EUA não é surpreendente.

"Os norte-americanos incentivaram em 1974 a grande expansão chinesa no mar do Sul da China. Deram luz verde à China na sua intenção de ficar com as ilhas Paracel, retirando dali a guarnição sul-vietnamita. Guardaram silêncio em 1988 quando a China tomou as Spratly. Porque deveriam agora ficar ao lado do Vietnã?", disse Kolotov.

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Na sua opinião, não há qualquer esperança  de que os EUA tomem outra atitude nesta disputa.

"<…> os norte-americanos querem conter a China usando outros países da região. Estão protegendo somente os seus interesses, ora os interesses do Vietnã e dos EUA nem sempre coincidem", afirmou.

Segundo o especialista, o Vietnã apelou por muito tempo a respeitar o direito internacional, tentou resolver o assunto por meios pacíficos, mas isso não deu resultado. A China fez tentativas de ampliar a sua zona de controle, criar ilhas artificias e implantar ali infraestruturas militares.

"O equilíbrio de poder se alterou muito a favor da China. O Vietnã está dando os primeiros pequenos passos para mudar a situação. Não quer que os acontecimentos de 1988 se repitam. É o seu território e tem o direito de instalar quaisquer armas que queira no seu território", sublinhou o especialista.

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Ele lembrou que os vietnamitas possuem não somente sistemas de mísseis israelenses, mas também sistemas russos que são mais potentes, bem como submarinos e outras armas modernas.

"<…>o Vietnã é o país mais forte no Sudeste asiático em termos militares, ele não sofreu nenhuma derrota militar durante o século XX", disse.

O Vietnã começou o seu jogo na política regional porque considera que as palavras devem ser apoiadas por ações para que os parceiros ouçam o que dizem políticos e diplomatas vietnamitas.

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