EUA tentam pressionar Rússia na Síria

© AFP 2022 / GEORGE OURFALIANMilitares sírios acenam com as mãos depois de ter tomado o controle da vila de Kiffin, província de Aleppo, Síria, 11 de fevereiro de 2016
Militares sírios acenam com as mãos depois de ter tomado o controle da vila de Kiffin, província de Aleppo, Síria, 11 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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A ofensiva dos rebeldes em Aleppo foi organizada com a ajuda de forças estrangeiras, escreveu nesta sexta (12) o jornal Financial Times.

Rebeldes e ativistas da oposição armada síria, entrevistados pelo Financial Times, disseram que durante os combates eles receberam novas armas, dinheiro e munições.

"Ontem vimos dezenas de caminhões que atravessaram a fronteira com armas. Isso acontece todos os dias durante várias semanas. <…> Armas, artilharia, não se trata apenas de munições ou fuzis", disse um ativista que atravessou a fronteira turco-síria e preferiu não revelar seu nome.

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Outros rebeldes entrevistados pelos jornalistas do FT comunicaram, que o dinheiro e o equipamento militar vêm de potências regionais – Arábia Saudita e Qatar através da fronteira turco-síria.

O ataque dos rebeldes contra posições das forças do governo sírio, ou o assim chamado rompimento do cerco de Aleppo, foi organizado e realizado pelos jihadistas do grupo Jabhat Fatah al Sham (anteriormente conhecido como grupo terrorista Frente al-Nusra, proibido na Rússia), diz a publicação.

Alguns rebeldes afirmam que oficiais americanos, responsáveis pelo apoio à "oposição moderada" na Síria, intencionalmente ignoraram o envolvimento de jihadistas no ataque, a fim de assegurar o sucesso do avanço de rebeldes.

"Claro que os norte-americanos sabiam o que estava acontecendo, eles ignoraram-no para pressionar a Rússia e o Irã", escreveu o jornal, citando um diplomata ocidental não identificado.

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A trégua entre as forças governamentais da Síria e grupos armados da oposição entrou em vigor a partir de 27 de fevereiro. Porém, a dita trégua não se aplica às organizações Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia), Jabhat Fatah al Sham e outras formações reconhecidas como terroristas pela ONU. 

Não há uma frente unida de combate contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países). Contra esse grupo lutam forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, a coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se a ataques aéreos), assim como milícias xiitas libanesas e iraquianas. Uma das forças mais eficazes que combatem o Daesh são as milícias curdas tanto no Curdistão iraquiano, como no Curdistão sírio.

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