Autoridades da Crimeia chamam a expulsar Ucrânia da ONU e da OSCE

© REUTERS / Brendan McDermidReunião do Conselho da Segurança da ONU em Nova York
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A Ucrânia deve ser expulsa da ONU e da OSCE, nestas organizações não devem permanecer países que patrocinam o terrorismo, afirmou à RIA Novosti nesta quinta (11) o vice-primeiro ministro do governo regional da Crimeia, Ruslan Balbec.

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Em 10 de agosto o FSB (sigla em russo para o Serviço Federal de Segurança) anunciou ter evitado vários ataques terroristas na Crimeia, preparados, segundo o FSB, pela Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR, na sigla em ucraniano). Durante a operação de detenção de agentes diversionistas, foram mortos dois soldados russos. De acordo com a mídia local, os agentes ucranianos estavam planejando organizar explosões nos resorts da Crimeia para "matar o turismo" na península.

"Apelamos a todas as nações civilizadas para assumirem uma posição unânime e não somente condenarem as autoridades ucranianas, mas também expulsarem imediatamente a Ucrânia da Organização das Nações Unidas e da OSCE, uma vez que estas organizações são chamadas a manter a segurança no mundo, mas não a desencadear agressões contra a população civil, o que agora as autoridades de Kiev estão fazendo", disse Balbec.

Segundo ele, as autoridades ucranianas chegaram ao ponto de levar a cabo "terrorismo contra a população civil".

​O vice-primeiro ministro também afirmou que os oficiais do FSB que impediram os ataques terroristas, mostraram ao mundo "a verdadeira face do regime de Kiev".

"O bloqueio alimentar, as explosões de torres de transmissão da energia, isso foi apenas o início. Ninguém em Kiev está interessado em como as pessoas vão viver, o que vão fazer as crianças no inverno. Tudo isso tem o único fim: que as cidadãos da Crimeia lamentem a sua escolha. Mas tudo isso somente une ainda mais os moradores da nossa península. Eu gostaria de olhar nos olhos daqueles emissários de Kiev que estão dizendo aos residentes da Crimeia como a Ucrânia os ama, como os políticos ucranianos ‘cuidam deles’. Na verdade eles estão sonhando de que a nossa península seja deserta e abandonada, este é o verdadeiro sonho deles", concluiu Balbec. 

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Em fevereiro de 2014 um golpe de Estado em Kiev promoveu a troca de poder na Ucrânia. As novas autoridades adotaram uma política de caráter nacionalista e totalmente voltada para o Ocidente, ameaçando restringir uma série de direitos e liberdades das populações de origem russa do país. Preocupados com as consequências desta nova ordem, os habitantes da Crimeia, russos em sua grande maioria, optaram por se separar da Ucrânia através de um referendo realizado em março de 2014. Mais de 96% dos habitantes da península (1.2 milhões de pessoas) apoiaram a sua reintegração com a Rússia. O Ocidente chamou a votação de "anexação". Moscou declarou que o referendo foi realizado em plena conformidade com o direito internacional.

O governo da Ucrânia continua considerando a Crimeia como um território nacional temporariamente ocupado por forças estrangeiras. A autodeterminação da população da península tampouco foi reconhecida pelos países ocidentais, muitos dos quais adotaram sanções contra a Rússia.

As autoridades russas, por sua vez, já declararam em diversas ocasiões que qualquer discussão sobre o novo estatuto da Crimeia está totalmente fora de questão.

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