EUA e seus aliados preocupados com amizade russo-turca

© Sputnik / Sergey Guneev / Abrir o banco de imagensVladimir Putin, presidente da Rússia, e Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia. - Sputnik Brasil
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É com grande preocupação que os aliados da Turquia na OTAN estão aguardando a próxima reunião entre os presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan.

As razões são óbvias – esta visita do presidente turco poderá significar a reconciliação entre os dois países.

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Enquanto a União Europeia se opõe à adesão da Turquia e os EUA se recusam a entregar o suposto orquestrador da recente tentativa de golpe, as perspectivas de aproximação com a Rússia parecem cada vez mais atraentes para Ancara.

A reunião entre Putin e Erdogan, a ser realizada em Moscou em 9 de agosto, pode ser considerada como um sinal de reconciliação entre as partes.

A revista suíça L'Hebdo indica que, neste contexto, o Ocidente tem todas as razões para se mostrar preocupado.

"Apenas um dia após a tentativa malsucedida de golpe, os laços russo-turcos deram uma volta para melhor", escreve a edição.

Há rumores de que a Rússia tenha advertido o presidente turco da possibilidade de golpe algumas horas antes de os comandantes golpistas terem assaltado o hotel onde Erdogan estava. De acordo com a L'Hebdo, a declaração feita na altura pelo primeiro-ministro turco Mevlut Cavusoglu é prova disso. 

"Durante a tentativa de golpe, a Rússia nos providenciou apoio pleno e incondicional. Agradecemos a Vladimir Putin e a todos os oficiais russos… A Rússia não só é nosso amigo e vizinho próximo, mas também parceiro estratégico", anunciou o primeiro-ministro.

Atualmente o exército turco conta com 315 mil soldados, sendo a segunda força mais numerosa da OTAN. A própria Turquia tem uma "posição estratégica na fronteira entre o Ocidente e o Mundo Árabe, Cáucaso e Rússia". 

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Sem dúvida, a infraestrutura militar turca, em particular a base aérea de Incirlink, é de extrema importância para a coalizão de combate ao Daesh liderada pelos EUA.
É pouco provável que Erdogan considere a saída do seu país da OTAN. Mas, ao manter relações de amizade com Putin, o presidente turco sinaliza claramente que não permitirá ser enganado.

Embora inicialmente os dois países tivessem tido visões contrárias do conflito sírio, agora Erdogan não acha mais que o apoio aos rebeldes na Síria seja uma boa ideia. A sua intenção de impedir o estabelecimento de um Estado curdo junto à fronteira turca torna Putin imprescindível nesse sentido, o que é um sinal de que a Rússia e a Turquia têm mais razões para se reconciliar. Sem dúvida, tal cenário poderá alterar significativamente o equilíbrio de forças na Síria.

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