Líbia: Itália participa tecnicamente na guerra a pedido dos EUA

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A Itália pode se juntar à operação dos Estados Unidos na Líbia e abrir para os aliados sua base militar de Sigonelle, "se necessário".

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A base italiana pode ser usada para missões aéreas de aviões americanos na Líbia. A ministra da Defesa italiana Roberta Pinotti declarou que "o governo está pronto para considerar a possibilidade de conceder bases militares e espaço aéreo, se isso for possível para a realização de uma operação mais rápida e eficaz". 

Segundo a Sputnik Itália tinha anunciado, nos finais de fevereiro do ano corrente, que recentemente surgiram informações de que já em 2013 Roma e Washington tinham assinado um acordo secreto que previa a colocação na base de Sigonella de seis drones militares Predator dos EUA. Agora os italianos de fato quase não têm nem o direito de decidir algo.

Os Estados Unidos chamaram e a Itália deve ir correndo para uma guerra sem qualquer coordenação com o governo líbio ou com a Rússia, que repetidas vezes chamou atenção para o fato de os bombardeios realizados pelo lado americano serem ilegais.

Mas porque se comporta a Itália deste modo? A Sputnik Itália falou com o especialista militar Mirko Molteni.

"Tecnicamente isto é quase a guerra. A intervenção da Itália na Líbia aumenta o número de ameaças, já bastante alto. O Daesh já há um tempo ameaça com atentados o território da Itália, especialmente Roma, como a capital do mundo católico. E o fato de a Itália entregar suas bases militares à coalizão só aumenta o perigo," sublinhou.

O especialista e colunista nos jornais Analisi Difesa e Libero, oferece sua opinião sobre as possíveis razões para essa posição do governo italiano:

"Após a queda da União Soviética e do Pacto de Varsóvia, não existe uma ameaça do Leste e hoje a Rússia é de fato nosso aliado na luta contra o terrorismo. Mas a classe política da Itália continua com o hábito de entregar a proteção dos seus interesses aos EUA e deve passar muito tempo até que eles aprendam a tratar dos interesses nacionais."

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Mais do que isso, Molteni sublinha que as bases militares italianas são a base da estratégia militar dos Estados Unidos e que o acordo de 2013 é uma plataforma para um possível avanço militar da OTAN. 

É importante lembrar também que, de acordo com dados da mídia, em 2015 a OTAN tinha na Europa, inclusive na Itália, cerca de 200 bombas nucleares de aviação e 310 aviões-portadores.

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