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Jogos, pré-sal, terrorismo, BRICS: O que pensam os manifestantes do ato "Fora Temer'

© Sputnik / Gabriella LangeManifestantes erguem cartazes contra Temer atrás do símbolo dos arcos olímpicos, onde os turistas tiram fotos
Manifestantes erguem cartazes contra Temer atrás do símbolo dos arcos olímpicos, onde os turistas tiram fotos - Sputnik Brasil
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Manifestantes falaram à Sputnik sobre a luta dos movimentos sociais no grande ato contra o governo interino de Michel Temer realizado hoje (5) em Copacabana, no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. BRICS, pré-sal, terrorismo e perda de direitos foram temas correntes na praia cheia de turistas.

Máscara de Temer em protesto em Copacabana - Sputnik Brasil
Manifestação 'Fora Temer' reúne 30 mil na praia de Copacabana
Enquanto a tocha olímpica passava no começo da orla, o ato “Fora Temer! Nenhum direito a menos! Contra a calamidade olímpica” se concentrava em frente ao luxuoso hotel Copacabana Palace. 

Com milhares de cartazes e faixas denunciando o governo considerado ilegítimo de Temer, a articulação de interesses financeiros na derrubada de Dilma, os retrocessos nos direitos dos trabalhadores, a organização dos megaeventos e o apoio da grande mídia ao chamado “golpe parlamentar”, os manifestantes seguiram com palavras de ordem e muita música pelo trajeto da orla, que estava repleto de turistas estrangeiros, “para mostrar ao mundo o momento que o país atravessa”.

© Sputnik / Gabriella LangeManifestantes denunciam golpe em curso no Brasil
Manifestantes denunciam golpe em curso no Brasil - Sputnik Brasil
Manifestantes denunciam golpe em curso no Brasil

José Carlos de Araújo, advogado do movimento Advocaia em Ação, disse que era importante “marcar posição” enquanto a cidade está sob os holofotes do mundo.

“A sociedade deve se mobilizar mais e aproveitar as Olimpíadas, que traz várias delegações e autoridades estrangeiras, para denunciar o golpe de Estado parlamentar institucional que está depondo um governo legítimo no país”, disse o manifestante à Sputnik.

Quanto aos esquemas de segurança armados para o megaevento, muitos acreditam que a justificativa da ameaça terrorista possa estar sendo usada pelo governo para reprimir os movimentos sociais.

“Potencialmente existe ameaça terrorista. É mais contra os americanos, os europeus, não contra nós”, afirmou o manifestante Val Carvalho. “Mas como eles [os americanos e europeus] estão vindo para cá, esse risco existe”, disse ele, acrescentando que o grupo de supostos terroristas brasileiros recentemente presos pela polícia não passava de um grupo amador, “que de terrorista não tinha nada”.

Para ele, o alarde criado em torno do caso foi uma “palhaçada internacional” para justificar a repressão: “O governo da ditadura interina usa esta situação para reprimir as manifestações populares”, afirmou o manifestante.

Segundo Alessandro Biazzi, professor do CEFET-RJ, “o povo vai para a rua para deixar bem claro que o Brasil não é afetado por ISIS [Daesh, também conhecido como Estado Islâmico]“:

“Nem ISIS, nem atentado: terrorista é o Estado”, diz o slogan cantado pelos manifestantes, segundo citação do professor. 

De acordo com Biazzi, “o golpe nas Olimpíadas é coerente com um modelo internacional de megaeventos que não é democrático nem includente”. Ele destacou particularmente a corresponsabilidade de atores internacionais como o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a FIFA nesta questão, chamando atenção ainda para o projeto de “militarização da América Latina”.

“Quem realmente defende o espírito olímpico é quem vai para a rua protestar”, afirmou o manifestante.

© Sputnik / Gabriella LangeAlessandro Biazzi, professor, no ato contra Temer na praia de Copacabana
Alessandro Biazzi, professor, no ato contra Temer na praia de Copacabana - Sputnik Brasil
Alessandro Biazzi, professor, no ato contra Temer na praia de Copacabana

Jaime Muniz Martins, ex-presidente da FAFERJ — Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro —, disse por sua vez que a grande mídia manipula as informações sobre o golpe em curso no país, especialmente na base das favelas, onde os moradores vinham conseguindo mais acesso a educação, saúde e moradia digna nos últimos anos dos governos Lula e Dilma.

“Quem está perdendo seus direitos é o povo, principalmente os mais pobres nas favelas”, disse Martins, denunciando o papel da mídia na venda da “ideia de que o golpe é bom para o povo”.

© Sputnik / Gabriella LangeJosé Carlos de Araújo, advogado do grupo Advocacia em Ação, e Jaime Muniz Martins, ex-presidente da FAFERJ, em ato contra Temer na orla de Copacabana
José Carlos de Araújo, advogado do grupo Advocacia em Ação, e Jaime Muniz Martins, ex-presidente da FAFERJ, em ato contra Temer na orla de Copacabana - Sputnik Brasil
José Carlos de Araújo, advogado do grupo Advocacia em Ação, e Jaime Muniz Martins, ex-presidente da FAFERJ, em ato contra Temer na orla de Copacabana

O papel de forças estrangeiras na crise brasileira também foi lembrado por muitos manifestantes, que levaram cartazes e faixas para denunciar a privatização dos recursos do país e a suposta interferência dos EUA na situação.

“Eles nunca engoliram o BRICS”, disse o engenheiro Mozart Rangel, um dos participantes do ato desta sexta. “O golpe sequestra o Brasil na questão estratégica da energia, com o pré-sal começando a ser vendido para multinacionais estrangeiras, e na questão da defesa, com o programa espacial sendo entregue novamente para os EUA”, disse o manifestante, referindo-se à Base de Alcântara

© Sputnik / Gabriella LangeManifestantes denunciam entrega do pré-sal em ato contra Temer
Manifestantes denunciam entrega do pré-sal em ato contra Temer - Sputnik Brasil
Manifestantes denunciam entrega do pré-sal em ato contra Temer

Convocada pelos movimentos Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular, Frente de Esquerda Socialista, Plenária dos Trabalhadores em Luta-RJ e CSP-Conlutas, a manifestação pacífica reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo os organizadores.

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