Trump não quer provocar Terceira Guerra Mundial

© Sputnik / Valery Melnikov / Acessar o banco de imagensUm bairro de Damasco em ruinas
Um bairro de Damasco em ruinas - Sputnik Brasil
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A tentativa dos Estados Unidos de forçar a Rússia a devolver a Crimeia para a Ucrânia pode provocar a Terceira Guerra Mundial, afirmou o presidenciável republicano Donald Trump durante seu discurso em Ohio nesta terça (2).

O bilionário também respondeu às críticas que lhe foram feitas após a entrevista ao jornalista da agência ABC. A imprensa escreveu que Trump não sabia que a Crimeia havia se tornado parte da Rússia em 2014.

"Eu sei com certeza que foi cerca de dois anos atrás", disse Trump.

Trump lembrou a conversa com o jornalista da ABC, a quem ele disse que a Rússia não iria invadir a Ucrânia. 

"A pessoa disse 'Mas eles [os russos] já estão na Ucrânia', eu disse 'Sim, é verdade, mas isso foi há dois anos'", explicou Trump ao seu público em Ohio. "Mas quer voltar para trás? Você quer começar uma Terceira Guerra Mundial para trazê-la de volta [a Crimeia]?", perguntou Trump.

Em seu discurso em Ohio Trump se manifestou a favor de uma aliança com a Rússia na luta contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e vários outros países). 

​Antes, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos já havia dito que o seu país não descarta a possibilidade de reconhecer a península da Crimeia como parte integrante da Federação Russa, caso ele seja eleito em novembro, e de considerar a revogação das sanções contra Moscou. 

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Em fevereiro de 2014 um golpe de Estado em Kiev promoveu a troca de poder na Ucrânia. As novas autoridades adotaram uma política de caráter nacionalista e totalmente voltada para o Ocidente, ameaçando restringir uma série de direitos e liberdades das populações de origem russa do país. Preocupados com as consequências desta nova ordem, os habitantes da Crimeia, russos em sua grande maioria, optaram por se separar da Ucrânia através de um referendo realizado em março de 2014. Mais de 96% dos habitantes da península (1.2 milhões de pessoas) apoiaram a sua reintegração com a Rússia. O Ocidente chamou a votação de "anexação". Moscou declarou que o referendo foi realizado em plena conformidade com o direito internacional.

O governo da Ucrânia continua considerando a Crimeia como um território nacional temporariamente ocupado por forças estrangeiras. A autodeterminação da população da península tampouco foi reconhecida pelos países ocidentais, muitos dos quais adotaram sanções contra a Rússia.

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