Erdogan acusa Ocidente de apoiar terroristas e golpistas na Turquia

© AFP 2022 / ADEM ALTANPresidente da Turquia Tayyip Erdogan
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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou o Ocidente de "apoiar o terrorismo" e os golpistas que no mês passado tentaram tomar o poder na Turquia. Em declarações virulentas nesta terça-feira (2), ele questionou particularmente a amizade dos EUA.

"Infelizmente, o Ocidente apoia o terrorismo e se coloca ao lado dos golpistas", disse o chefe de Estado, discursando em Ancara, em resposta às críticas dos EUA e dos países europeus sobre a extensão dos expurgos iniciados após o golpe fracassado.

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"Este golpe de Estado não foi apenas um evento planejado internamente. Os atores agiram no país segundo um script escrito a partir do exterior", afirmou Erdogan, voltando a acusar o clérigo muçulmano Fethullah Gulen, autoexilado nos EUA, de ser o mentor da tentativa de golpe – alegação negada veementemente pelo acusado.

Ancara pediu a Washington a extradição de Gulen, mas os EUA ainda não consentiram com a exigência.

"Como é possível, já que somos parceiros estratégicos, que eu lhes peça para entregar alguém com base em um documento de segurança nacional para a Turquia e que vocês continuem a escondê-lo e a protegê-lo?", bradou Erdogan, referindo-se aos EUA.

O presidente turco disse ainda que Gulen tira a maior parte de sua receita dos Estados Unidos, supostamente ganhando “entre 200 e 300 milhões de dólares” apenas através das escolas administradas por fundações ligadas a ele. 

Pela primeira vez desde a tentativa de golpe ocorrida no dia 15 de julho, a Turquia teve na segunda-feira (1º) seus primeiros contatos de alto nível com os EUA, recebendo o chefe do Estado-Maior norte-americano, general Joseph Dunford.

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O chefe do Estado turco também protestou contra a decisão das autoridades alemãs de proibi-lo de falar por videoconferência a uma multidão de seus apoiadores que se reuniu no domingo (31) em Colônia (Alemanha Ocidental) para “defender a democracia”.

Além disso, ele criticou Berlim por permitir discursos por videoconferência de autoridades do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que combate o exército turco desde o fim do cessar-fogo, em julho de 2015. 

O PKK luta pela autonomia curda e é considerado uma organização terrorista pela Turquia, bem como pelos EUA e pela União Europeia.  

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