No olho do furacão: Ministério das Finanças russo fala sobre desafios para a economia

© Sputnik / Sergei Pyatakov / Abrir o banco de imagensO prédio do Ministério das Finanças da Rússia
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O estado atual da economia russa pode ser considerado como o olho de um furacão, pensa a primeira vice-ministra das Finanças russa Tatiana Nesterenko.

Ela explicou que é um estado quando tudo parece estar calmo e próspero, mas a realidade é diferente.

"Os políticos devem tomar decisões ponderadas, que ajudem a sair desta tempestade difícil, mas de forma moderada”, disse Nesterenko discursando no fórum “Território de sentidos".

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Segundo a vice-ministra, a principal questão é se "esta situação se desenvolverá de maneira caótica ou se nós vamos mudar a política e saímos desta situação da forma menos dolorosa", disse ela.

Nesterenko disse que a agora a estabilidade se mantém apenas graças às reservas e se não se alterar nada, até o fim do ano nós ficaremos sem reservas e sem dinheiro para pagar os salários.

"Se deixarmos que isso aconteça. Mas, nós não admitimos isto, nem mesmo em pensamentos", assinalou ela.

No ano de 2016, o Ministério das Finanças queria gastar 2,1 triliões de rublos (R$ 102,9 bilhões) do Fundo de Reserva. Se este plano se realizar, no fim do ano no Fundo restará por volta de um trilhão de rublos (R$ 48,9 bilhões). No próximo ano os meios financeiros do Fundo poderão ficar esgotados completamente, e as autoridades tencionam neste caso gastar meios do Fundo de Bem-Estar Nacional russo para financiar o défice orçamental. O chefe do Ministério das Finanças russo Anton Siluanov já tem prevenido que as reservas se esgotarão rapidamente, se se continuar a gastar os mesmos montantes. O Ministério assinala que isto é inadmissivelmente.

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Nesterenko também nomeou outro dos principais desafios para a economia russa – é a pobreza. "O país não pode mostrar um crescimento ativo se houver uma tão forte estratificação da sociedade ou haja cidadãos tão pobres", assinala a vice-ministra. Segundo dados dela, entre a população pobre a maioria (35%) é representada pelas famílias jovens com dois filhos, mas as pessoas de idade constituem apenas 5% da população pobre.

"Precisamos criar condições para eliminar a pobreza como tal", concluiu a vice-ministra.

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