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MPF: ex-ministro do planejamento, Paulo Bernardo, foi responsável por esquema de corrupção

© Valter Campanato/Agência BrasilCorrupção
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Para os procuradores do MPF, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, denunciado nesta segunda-feira, no âmbito da Operação Custo Brasil, tinha conhecimento do esquema envolvendo a empresa Consist, que, segundo o MPF, foi montado dentro do ministério para abastecer o caixa do PT e para benefício próprio do ex-ministro, informou Agência Brasil.

"Há diversas evidências que mostram que Paulo Bernardo estava na cadeia decisória. De tudo ele tinha conhecimento. O senhor Paulo Bernardo oficialmente não aparece nesse processo até porque, para não vinculá-lo formalmente, ele fica sempre atuando por meio de outras pessoas. Como ele é uma PPE, ou seja, uma pessoa politicamente exposta, para evitar essa exposição ele se vale sempre de terceiras pessoas", disse o procurador Andrei Borges de Mendonça, um dos autores da denúncia junto com os procuradores Rodrigo de Grandis, Sílvio Luís Martins de Oliveira e Vicente Solari de Moraes Rego Mandetta.

Paulo Bernardo foi alvo de uma das três denúncias apresentadas hoje e que se referem à Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23 de junho.

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O ex-ministro foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. Além dele, 12 pessoas foram alvo dessa denúncia que investiga a contratação da empresa Consist pelo Ministério do Planejamento.

Segundo o MPF, a Consist pagava propina a agentes públicos para se manter como prestadora de serviços no serviço no ministério. Para os procuradores, Paulo Bernardo participava diretamente da operação e continuou a receber sua parte da propina mesmo após ter deixado a pasta, em 2011. De 2012 a 2015. Um e-mail que faz parte da investigação mostra que o ex-ministro era citado por um dos integrantes do esquema como "patrono" da organização.

Em nota, o advogado Rodrigo Mudrovitsch, que defende o ex-ministro, informou que "Paulo Bernardo não teve qualquer envolvimento com os fatos na denúncia" do MPF.

A assessoria de imprensa do PT nacional informou, por meio de nota, que "refuta as acusações de ilegalidade". Segundo o partido, “as contas da campanha de 2010 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral".

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