Turquia: se os EUA não extraditarem Gulen, as relações bilaterais serão prejudicadas

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O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, declarou que as relações de Ancara e Washington serão inevitavelmente prejudicadas, se os EUA recusarem a extradição do clérigo Fethullah Gulen, acusado pelo governo turco de ter organizado a tentativa de golpe militar no país.

"Se os EUA não realizarem a extradição de Gulen, as nossas relações ficarão inevitavelmente prejudicadas", disse o ministro durante uma transmissão da emissora CNN Turk. 

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O ministro também classificou de "inaceitáveis" as declarações dos EUA com "ameaças" à Turquia. No entanto, o ministro preferiu não citar exemplos concretos de declarações norte-americanas que despertaram sua indignação.

Na madrugada do dia 16 de julho, um grupo de militares realizou uma tentativa de golpe de Estado na Turquia, que foi suprimida pelas autoridades. Segundo as últimas informações, 246 civis turcos morreram, sem contar os militares insurgidos, e mais de dois mil ficaram feridos após confrontos em Istambul e Ancara. O governo da Turquia acusou Gulen de organizar a revolta e exigiu sua extradição dos EUA. Fethullah Gulen condenou o golpe e negou participar de sua organização. Gulen afirmou não temer a extradição.

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