Israel avança planos para construir 770 novos assentamentos em territórios ocupados

© AFP 2022 / AHMAD GHARABLI Mulheres palestinianas protestam em frente da Cúpula de Rocha em Jerusalém Oriental, 27 de setembro de 2015
Mulheres palestinianas protestam em frente da Cúpula de Rocha em Jerusalém Oriental, 27 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
As autoridades israelenses avançaram planos para construir 770 novas casas de assentamento na região anexada de Jerusalém Oriental, segundo informaram nesta segunda-feira (25) funcionários e grupos de direitos humanos.

Bandeira de Israel - Sputnik Brasil
Ministra de Israel não irá à abertura da Olimpíada devido a preceitos judaicos
A notícia atraiu a condenação de líderes palestinos e das Nações Unidas, segundo relata a AFP.

As casas planejadas deverão expandir o assentamento de Gilo no perímetro sul de Jerusalém Oriental, e são parte de um plano maior para cerca de 1.200 unidades aprovadas cerca de três anos atrás, segundo disse a Ir Amim, uma ONG que monitora a atividade em torno dos assentamentos israelenses.

"Os planos em questão não são novos, e foram aprovados três anos atrás", confirmou um comunicado do gabinete do prefeito de Jerusalém, Nir Barkat.

Bandeira israelense perto de assentamentos judaicos na Cisjordânia - Sputnik Brasil
ONU exige que Israel pare de destruir casas palestinas na Cisjordânia
Os assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia são ilegais sob o ponto de vista do direito internacional e dificultam os esforços de paz na região, na medida em que são construídos em terrenos que os palestinos veem como parte de seu futuro Estado.

Um relatório recente do chamado Quarteto diplomático – Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU – afirma que a expansão dos assentamentos israelenses está corroendo a possibilidade de uma solução de dois Estados para o conflito no Oriente Médio.

"Condeno fortemente a recente decisão das autoridades israelenses de avançar planos para construir cerca de 770 unidades habitacionais no assentamento de Gilo, construído sobre as terras de cidades palestinas ocupadas e aldeias entre Belém e Jerusalém Oriental", disse Nickolay Mladenov, coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, em comunicado.

Saeb Erekat, secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina, disse, por sua vez, que a decisão "reflete ainda mais o fracasso da comunidade internacional em parar a expansão dos assentamentos de Israel".

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала