Midia: 'Foi Rússia quem advertiu Erdogan sobre golpe de Estado'

© Sputnik / Igor Zarembo / Abrir o banco de imagensO centro de controle de operações do radar em Voronezh, Rússia
O centro de controle de operações do radar em Voronezh, Rússia - Sputnik Brasil
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Poucas horas antes do início de golpe de Estado na Turquia, a Rússia advertiu o presidente Recep Tayyip Erdogan sobre a preparação do golpe, informou nesta quarta (20) a agência iraniana Fars, citando fontes diplomáticas em Ancara.

De acordo com Fars, as Forças Armadas russas que permanecem na região conseguiram interceptar mensagens dos golpistas, codificadas, transmitidas por rádio. Ao analisar os dados, se tornou claro que os militares turcos estavam se preparando para derrubar o governo.

​​Em particular, foi revelado, que durante as conversas os golpistas falaram do envio de vários helicópteros do exército para o hotel no resort de Marmaris, onde Erdogan se encontrava, a fim de o prender ou eliminar. No entanto, isso não veio a acontecer porque o presidente já havia sido evacuado.

De acordo com as fontes, provavelmente, os militares russos conseguiram interceptar as mensagens usando os modernos sistemas de intercepção implantados na base de Hmeymim, no norte da Síria. 

Fontes diplomáticas lembraram as mudanças na política externa de Erdogan em relação à Rússia, quando, depois de meses de relações frias com Moscou, o presidente turco pediu desculpas por abater o caça russo Su-24 na Síria. Isso, segundo eles, foi a "principal razão porque um número de países ocidentais provocaram o exército a organizar o golpe, prometendo apoio. A mudança da política de Erdogan em relação a Moscou o salvou".

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As autoridades turcas ainda não comentaram estas informações. Antes foi confirmado que os generais do exército turcos foram avisados sobre a preparação de golpe de Estado três horas antes do início da operação.

Também foi relatado que os conspiradores, ao perceber que seus planos haviam sido revelados, tiveram que iniciar a operação seis horas antes do que tinham planejado inicialmente – às 03h00 pelo horário local (21h00 em Brasília).

Na noite de sexta (15), durante a tentativa de golpe militar na Turquia, morreram mais de 290 pessoas e 1.440 ficaram feridas. 

De acordo com o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, após o golpe falhado foram presas cerca de 6.000 pessoas. 

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Durante a noite, os envolvidos no golpe atacaram uma série de instalações em Ancara, inclusive o prédio do Estado-Maior, as sedes da polícia, do Ministério do Interior e do Parlamento. 

Depois do apelo do presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, as ruas das principais cidades da Turquia foram tomadas por milhares de pessoas contrárias ao golpe militar. Na praça Taksim, em Istambul, os militares disparam contra os manifestantes que protestavam contra a intervenção do Exército. Algumas horas após a tentativa de golpe, a Organização Nacional de Inteligência da Turquia informou que a situação no país "voltou ao normal".

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