Fethullah Gulen: o homem que é acusado de tentativa de golpe na Turquia

© AP Photo / Selahattin Sevi, FileO homem público, ex-imã e pregador Fethullah Gulen
O homem público, ex-imã e pregador Fethullah Gulen - Sputnik Brasil
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Na noite de 16 de julho na Turquia ocorreu uma tentativa de golpe militar. Segundo as autoridades legítimas, o golpe foi liderado pelo homem público, ex-imã e pregador Fethullah Gulen.

Ele vive desde 1999 nos Estados Unidos, mas tem uma influência muito grande por todo o mundo islâmico graças a seu movimento Hizmet, que abriu mais de mil de escolas islâmicas em 160 países. A agência Sputnik tenta reunir informações sobre o que se sabe dessa pessoa.

"A Turquia não e um país que se rende a revoltas insignificantes, não é um país que possa ser guiado a partir da Pensilvânia", disse o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, se apresentando na televisão estatal turca. É na Pensilvânia que vive o principal rival de Erdogan – um pregador e homem muito influente no mudo islâmico – o homem público Fethullah Gulen.

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Ele nasceu em 1941 e fez sua primeira prédica quando tinha 14 anos. Ele foi um imã e pregador até em 1981, quando se jubilou. As primeiras escolas islâmicas de Gulen abriram logo em 1982.

No fim dos anos 90, Gulen se tornou o líder do movimento Hizmet, que se encontrou até com o Papa. Gulen se declarou muitas vezes contra o terrorismo. Há pessoas que julgam que Gulen é uma das pessoas mais influentes de todo o mundo porque ele ajudou a abrir mais de mil escolas islâmicas em 160 países e vários milhões de pessoas são formandos nelas. A revista Times o inseriu em 2013 na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Apesar disso, Gulen começou criticando o governo turco com cada vez mais frequência. Em 1999, ele viajou para os Estados Unidos para se tratar e até agora nunca voltou à sua terra natal.

Em 2013, Gulen criticou a dispersão violenta de manifestantes que protestavam contra a construção que decorria no Parque Gezi em Istambul. Por causa das ações da polícia, foram mortas várias pessoas e o protesto se transformou em manifestações de massas. Erdogan acusou os simpatizantes de Hizmet de organizarem as manifestações.

Mais tarde, no país rebentou um escândalo de corrupção – dezenas de funcionários de alto nível foram presos. Erdogan descreveu a situação como uma tentativa para mudar o poder sob pretexto da luta contra a corrupção e acusou disso o movimento Hizmet.

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O conflito entre as partes ganhou força. Em 2014, a polícia turca prendeu funcionários de um dos maiores jornais da Turquia – o Zaman – e da emissora Samanyolu TV, que supostamente têm laços estreitos com o movimento Hizmet. Eles foram acusados de criar uma organização ilegal e de tentar tomar o poder no país.

Em 2016, a polícia deteve mais de uma centena de apoiantes de Gulen e o jornal Zaman foi colocado sob o controle da Administração Interna.

Em maio deste ano, Erdogan disse que o Hizmet será considerado uma organização terrorista.

Há muito que começaram se ouvindo contra Gulen acusações de tentativa de golpe. Em 2000, ele foi acusado de uma conspiração contra o Governo da Turquia, mas em 2008 o processo foi encerrado por falta de provas.

Em 2016, as autoridades turcas têm repetidamente acusado o movimento Hizmet de criação de um assim chamado "estado paralelo".

O próprio Gulen condenou a tentativa de golpe que ocorreu na noite de 16 de julho. Ele não exclui que a tentativa tenha sido encenada pelo líder turco.

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