Sem comentários do governo: imperador do Japão quer abdicar

© AP Photo / Bullit MarquezImperador Akihito durante a sua visita às Filipinas. 28 de janeiro, 2016
Imperador Akihito durante a sua visita às Filipinas. 28 de janeiro, 2016 - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro e representantes do governo japonês se abstiveram de comentar dados divulgados pela mídia local sobre a vontade do imperador Akihito para abdicar do trono.

Na quarta-feira (13) a agência de informações japonesa Kyodo, citando fontes no governo, divulgou a informação sobre o desejo do imperador do Japão Akihito de abdicar do trono nos próximos anos. De acordo com os dados da agência, caso o monarca de 82 anos fizer isso, o "trono do crisântemo" seria transmitido ao filho dele, o príncipe herdeiro Naruhito, que tem 56 anos.

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Entretanto, a agência não mencionou possíveis razões para tal decisão de Sua Majestade.

Após essa divulgação o vice-gerente da Agência da Casa Imperial Shinichiro Yamamoto durante uma coletiva declarou que "as informações que apareceram na mídia não correspondem à verdade".

A abdicação do Imperador do Japão exigiria a introdução de mudanças na Constituição sobre o estatuto da família real para que a transmissão do trono pudesse acontecer durante a vida do monarca.

"Nós temos diferentes informações. Quanto à informação divulgada, tendo em conta a natureza da questão, eu gostaria de me abster de comentar," citou as palavras do premiê japonês Shinzo Abe o canal de TV japonês NHK.

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Por sua vez, o secretário-geral do governo do Japão Yoshihide Suga, durante a coletiva desta quinta-feira (14), também negou comentar a situação, sublinhando que o governo não tem nenhuns planos para mudar a Constituição em relação a uma possível herança do trono.

Cabe notar que, apesar de não possuir poderes diretos sobre a política japonesa, Akihito se distinguiu de seu pai por demonstrar uma atitude pacífica e conciliadora para com os antigos adversários do Japão, tais como a Rússia e a China.

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