Mercado de ações reage à decisão sobre o mar do Sul da China

© AP Photo / Bullit MarquezVeículos de assalto anfíbios com tropas americanas e filipinas em exercício militar no Mar da China Meridional
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Os mercados de ações têm um crescente interesse pelas ações das empresas chinesas ligadas à área de defesa. Os especialistas relacionam essa tendência com a decisão recente tomada pelo tribunal internacional de arbitragem sobre o mar do Sul da China

Na terça-feira, a Corte Permanente de Arbitragem de Haia publicou a decisão sobre a denúncia das Filipinas em relação às disputas no mar do Sul da China. O tribunal não encontrou nenhuma base legal para as pretensões territoriais da China nos limites da "linha das nove raias". Segundo a decisão, a China não pode reivindicar uma zona econômica exclusiva na região do arquipélago Spratly.

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A China não aceitou a decisão da Corte Permanente de Arbitragem de Haia anunciando que está pronta para defender sua soberania na área disputada. Pequim não exclui a criação de uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) no mar do Sul da China à semelhança da zona no mar da China Oriental. Ao mesmo tempo, outros atores regionais do conflito anunciaram novos programas de modernização das suas forças armadas.

Tudo isto indica que existe a possibilidade de escalada do conflito, inclusive da militarização crescente na região. A decisão do Tribunal Internacional de Haia polarizou as atitudes dos participantes do conflito. Nesta situação, cada uma das partes vai tentar aumentar o poder através do reforço de seu potencial militar.

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Estão cientes dessa situação os participantes do comércio de ações, que preveem o aumento do curso das ações de empresas especializadas em tecnologias aeronáuticas e construção naval. Este é o caso da Corporação de Ciência e Técnica Aeroespacial da China e da Corporação Estatal de Construção Naval da China (CSIC), empreiteira importante para a Marinha chinesa.

Na opinião do presidente da Associação de Transporte Marítimo de Singapura Esben Poulsson, quaisquer ações que limitem o direito à passagem tranquila e segura de navios comerciais, podem aumentar as despesas de transporte e, em último caso, prejudicar o comércio marítimo. Ao mesmo tempo vários analistas recomendam não ter preocupação e acompanhar os eventos. Tudo vai depender do rumo que a China e outros participantes de disputas territoriais irão escolher. Todas as partes envolvidas na disputa têm interesse em desistir da confrontação e passar a negociações bilaterais. Os empreendedores esperam decisões razoáveis dos políticos porque as perspectivas da economia regional e mundial dependem da situação no mar do Sul da China.

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