Daesh vende escravas sexuais menores de idade através de messengers

© AP Photo / Balint SzlankoMenina yazidi de 18 anos de idade, Jesidin Lamiya Adschi Baschar, que foi espancada e estuprada muitas vezes no seu cativeiro do Daesh
Menina yazidi de 18 anos de idade, Jesidin Lamiya Adschi Baschar, que  foi espancada e estuprada muitas vezes no seu cativeiro do Daesh - Sputnik Brasil
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Islamistas usam Telegram para publicar anúncios sobre venda de escravos, assim como armas e equipamento militar, escreva o New York Post.

O anúncio no Telegram é assustador: uma menina para venda é "Virgem. Bonita. 12 anos <…> $12.500 [R$ 41.000], será vendida em breve".

© AFP 2022 / Ahmad Al-RubayeMulheres e crianças yazidis presas pelo Daesh
Mulheres e crianças yazidis presas pelo Daesh - Sputnik Brasil
Mulheres e crianças yazidis presas pelo Daesh

Segundo o jornal, enquanto o Daesh (proibido na Rússia) está a perder os territórios do seu califado autoproclamado, os terroristas tratam cerca de 3.000 mulheres e meninas com mão de ferro e as mantêm como escravas sexuais. Numa fusão de práticas bárbaras antigas e tecnologias modernas, o Daesh vende as mulheres como bens móveis em redes sociais e cria bases de dados que contêm as suas fotografias e nomes de seus "donos" para impedir a sua fuga através de checkpoints. Milhares de mulheres e crianças yazidis foram presas em agosto de 2014, quando os combatentes do Daesh invadiram suas aldeias no norte do Iraque com o objetivo de eliminar a minoria curda.

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Uma menina yazidi de 18 anos de idade, Jesidin Lamiya Adschi Baschar, foi espancada e estuprada muitas vezes no seu cativeiro. Ela fez quatro tentativas de escapar. Só a quinta foi bem sucedida. Ela fugiu junto com o seu irmão de 8 anos e a sua irmã de 20 anos, mas os dois morreram na explosão de uma mina. Lamiya ficou gravemente ferida e perdeu um olho, mas felizmente sobreviveu. A sua família pagou a contrabandistas $800 para organizarem a fuga da menina. No final, ela voltou ao norte do Iraque, que é controlado pelos curdos, e se reuniu com a sua família.

Lamiya afirma não se arrepender de seus atos desesperados. "Mesmo se eu tivesse perdido ambos os olhos, teria valido a pena".

Antes, os yazidis podiam resgatar os seus parentes da escravidão por cerca de $15.000 e o governo curdo compensava o resgate. Mas agora os recursos financeiros estão esgotados.

Em breve a Comissão das Nações Unidas considera reconhecer o genocídio dos yazidis na Síria pelo Daesh.

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