Obama anuncia presença militar no Afeganistão até fim do mandato

© AP Photo / Susan WalshBarack Obama fala sobre Afeganistão na Casa Branca, em 6 de julho de 2016
Barack Obama fala sobre Afeganistão na Casa Branca, em 6 de julho de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (6) que irá manter o contingente militar do seu país no Afeganistão.

Com esta decisão, fica anulada a redução pela metade do número de efetivos estadunidenses no Afeganistão.

"Em vez de reduzir o número das tropas americanas para 5,5 mil pessoas, os EUA irão manter as 8,4 mil pessoas até o início de 2017, isto é, até o fim do mandato da minha administração", disse o chefe de Estado em uma entrevista coletiva na Casa Branca.

O presidente prosseguiu assegurando que esta decisão é "um passo coreto para os EUA, os nossos parceiros e o mundo inteiro".

No momento, há 9,8 mil militares dos EUA no Afeganistão.

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Mas por que?

De acordo com Obama, a decisão foi tomada com base nas recomendações do general John Nicholson, comandante da missão militar conjunta dos EUA e da OTAN no Afeganistão, do ministro da Defesa, Ashton Carter, e do chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos (JCS, na sigla em inglês), general Joseph Dunford. O presidente norte-americano alegou também consultas "prolongadas" com o Congresso dos EUA, o governo do Afganistão e parceiros.

O presidente estadunidense não deixou de insistir que os militares dos EUA estão cumprindo duas tarefas: treinar as forças de segurança afegãs e lutar contra o terrorismo.

Contudo, tem tido, inclusive no ano passado, certas críticas dizendo que a presença militar dos EUA no país não teve grande resultado (ou até muito pelo contrário).

O discurso de Obama acontece quatro dias depois de que o novo líder do Talibã, Mullah Haibatullah Akhundzada, anunciara a "abertura das portas do perdão e tolerância" para o governo — com o fim de expulsar, conjuntamente, as forças estrangeiras do país.

© AFP 2022 / Noorullah Shirzada Militantes do Talibã
Militantes do Talibã - Sputnik Brasil
Militantes do Talibã

Terrorismo e negociações

Porém, Obama não exclui a possibilidade de negociações entre o governo afegão e o movimento terrorista Talibã. Segundo ele, negociações são "o único meio" de pacificar a situação no país.

No ano passado, a presença de militanes do Talibã no norte do país serviu de justificativa de um ataque realizado pelas forças da OTAN, dos EUA e do Afeganistão contra o complexo do hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na cidade de Kunduz. Depois o comando militar internacional admitiu o erro.

© REUTERS / MSF Médicos da MSF trabalham no hospital depois de ataque aéreo na cidade de Kunduz, Afeganistão
Médicos da MSF trabalham no hospital depois de ataque aéreo na cidade de Kunduz, Afeganistão - Sputnik Brasil
Médicos da MSF trabalham no hospital depois de ataque aéreo na cidade de Kunduz, Afeganistão

Afeganistão e Iraque

Por sua parte, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse hoje desacreditar que tivesse havido erros tão graves no Afeganistão como no Iraque. Trata-se da preparação da campanha militar internacional. Mais cedo nesta quarta, foi publicado no Reino Unido um relatório que contém duras análises do início da ofensiva internacional no Iraque.

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