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Anatomia da guerra: Porque aliados de Washington na Síria se querem matar uns aos outros

© REUTERS / Ammar AbdullahMilitantes rebeldes da oposição síria
Militantes rebeldes da oposição síria - Sputnik Brasil
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Dois grupos no território da Síria que receberam ajuda dos EUA, as Unidades de Proteção Popular (YPG) e o Exército Livre da Síria (FSA em inglês) estão tentando destruir o Daesh mas, em vez de serem aliados, eles estão de fato se combatendo um ao outro.

As tensões escalaram mais neste mês quando os rebeldes afiliados com o FSA lançaram um míssil guiado contra as posições de YPG em Aleppo. Os curdos afirmaram que as armas foram fornecidas pelos EUA.

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Existem muitos pontos de discordância entre os curdos e o FSA. Os curdos tentam ter maior autonomia, enquanto os rebeldes receiam que estes possam fraturar o país. Além disso, o FSA tem tentado afastar Bashar Assad do poder, enquanto os curdos não o classificam como inimigo.

O FSA acusou também os curdos de realizarem limpezas étnicas nas áreas árabes libertadas de terroristas. Os curdos negam tais acusações.

O acadêmico de língua árabe Leonid Isaev enumerou três principais grupos de oposição da Síria – o grupo de Riad, o grupo de Moscou e o grupo do Cairo. Eles foram formados segundo a mesma lógica: as forças da oposição no estrangeiro combinadas com as forças locais na Síria.

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"Todas as partes precisam umas das outras, apesar de na verdade não haver confiança mútua", acrescentou ele.

"Vários comitês e conselhos de políticos expatriados da Síria têm tentado obter o apoio dos grupos que estão participando na guerra e tomar cercas áreas sob seu controle. Outros estão também interessados em obter alguém que possa representá-los em Genebra".

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Como resultado, o grupo de Riad obteve o apoio da Frente Islâmica e do FSA. O assim chamado grupo de Moscou obteve o apoio do Partido Social Nacionalista Sírio (SSNP em inglês) enquanto o grupo do Cairo tem laços com os curdos do YPG.

"O Exército Livre da Síria uniu outros grupos e movimentos que existem na Síria. Em resultado em agosto de 2014 eles formaram a parte interna do grupo de Riad, o Conselho do Comando Revolucionário da Síria (SRCC em inglês) que inclui mais de 70 fações diferentes", acrescenta Isaev.

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O SRCC tem sido flagelado pelas diferenças entre os islamistas e grupos seculares. As relações entre os membros do SRCC e Frente al-Nusra provaram ser um desafio adicional.

"Tecnicamente cada grupo do conselho deveria ser contra [a Frente al-Nusra] enquanto eles são aliados da coalizão antiterrorista encabeçada pelos EUA. Mas certos grupos, particularmente a Frente Islâmica e a Frente Levante, com base em Aleppo, permaneceram aliados da Frente al-Nusra mesmo quando eles se juntaram com o SRCC", explicou analista.

Escusado será dizer que os grupos seculares não ficaram muito satisfeitos com tais relações.

Segundo o analista, o grupo do Cairo tem o poder político devido aos seus laços estreitos com os melhores combatentes curdos.  Os curdos, por seu lado, classificam as relações com o grupo como a oportunidade de comunicar com os países árabes.

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