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Merkel, Hollande e Renzi definem prioridades da UE pós-Brexit

© Tiberio Barchielli/ Palazzo ChigiRenzi, Merkel e Hollande se reúnem para discutir a crise da UE
Renzi, Merkel e Hollande se reúnem para discutir a crise da UE - Sputnik Brasil
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Reunidos em nome dos 27 países-membro da União Europeia, os chefes de Estado e de Governo da Alemanha, França e Itália disseram nesta segunda-feira (27) que qualquer negociação com a Grã Bretanha, depois do referendo que decidiu por sua saída da União Europeia, só começará depois de uma notificação oficial, informou Agência Brasil.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou, em Berlim, que é a Grã Bretanha que tem que dar o primeiro passo após a decisão da população britânica.

“Nós estamos aqui para preparar a reunião do Conselho Europeu que se dará amanhã e depois de amanhã.[…] A rotina é que a gente se reúna uns dias antes para tratar dos assuntos e é claro que, dessa vez, nós falamos da novidade que é a saída do Reino Unido. Nós respeitamos plenamente a decisão do povo britânico, mas é preciso também levar em conta que essa decisão terá todas as consequências que devem ter decisões assim”, disse Angela Merkel após encontro com o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Embora fazendo a ressalva de que o processo de ruptura entre Londres e Bruxelas (a sede da UE) só pode ser iniciado com um pedido formal por parte das autoridades britânicas, os três líderes cobraram rapidez para diminuir as incertezas.

A solicitação só deve ser apresentada quando o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, deixar o poder, o que está previsto para acontecer em outubro, mês em que o Partido Conservador escolherá seu novo líder. Apenas depois disso começarão as negociações — formais e informais — entre Londres e Bruxelas.

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Merkel lembrou que, em setembro, o Conselho de Ministros deve se reunir novamente, quando, então, tratará de medidas específicas relativas à saída da Grã Bretanha do bloco. Merkel também lembrou que, em março de 2017, quando completam-se 60 anos do Tratado de Roma, que estabeleceu as bases para a criação da Comunidade Econômica Europeia, seria muito tarde para discutir essas questões. “Não podemos esperar até essa data para apresentar uma proposição específica na área da defesa, da segurança e da competitividade. Portanto, todos os detalhes serão discutidos nessa ocasião, em setembro”.

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