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Reis dos céus: Rússia mostra quem manda no Oriente Médio

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensAviões de attaque russos SU-25 decolando da base aérea militar na Síria
Aviões de attaque russos SU-25 decolando da base aérea militar na Síria - Sputnik Brasil
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Rússia mostrou à administração de Obama "quem é o patrão na região do Oriente Médio", disse o analista do Washington Times Tood Wood.

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Comentários similares refletem a situação real na Síria, mas eles são também utilizados para influenciar a opinião pública durante a campanha eleitoral norte-americana, afirma o analista político Ivan Konovalov.

O Pentágono se orgulha de ser capaz de manter a superioridade aérea em quaisquer circunstâncias, mas os aviões de combate norte-americanos não conseguiram fazer isso na semana passada na Síria, apesar de que o "Presidente Obama tinha enviado dois porta-aviões para a região para bater no peito e marcar sua posição perante o presidente da Rússia Vladimir Putin", afirma Wood.

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A Força Aérea da Rússia fez a verdadeira diferença na situação deste país árabe, enquanto a coalizão encabeçada pelos EUA não conseguiu fazer isso, acrescenta o analista. Este fato não foi ignorado por Washinton. 

"Os EUA perceberam que a Rússia tem a preponderância na Síria, e que é preciso fazer alguma coisa. Os americanos não gostam de perder. Este é o seu pior pesadelo. É por isso que eles reagem de um modo tão violento", disse Konovalov.

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Mas as próximas eleições presidenciais nos EUA também surgem como um fator. Os republicanos tentaram ganhar pontos, acusando Barack Obama de não ser firme na questão da Síria. Já Hillary Clinton se comprometeu a elaborar, se for eleita, uma política externa mais assertiva para o país devastado pela guerra.

"Todos tentam se aproveitar da questão da Síria para avançar seu próprio programa durante o período das eleições. Alguém tenta criar a imagem da Rússia como um adversário malévolo. Quem é mais inteligente está classificando Moscou como um oponente ardiloso e defende um trabalho em equipe", declarou ele.

Por seu lado, Moscou tem sempre afirmado que o terrorismo é o desafio principal com que o mundo deve lutar unindo esforços. A luta contra o Daesh não é uma competição para ver quem consegue matar mais jihadistas. 

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