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Erdogan dança conforme a música de Israel violando Constituição

© Sputnik / Sergei Guneev / Abrir o banco de imagensRecep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia - Sputnik Brasil
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Em 26 de junho será realizada uma reunião turco-israelense final, durante a qual as partes, parecem vir a anunciar a obtenção de um acordo sobre normalização de relações bilaterais.

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Entretanto, o deputado do Partido Republicano do Povo na oposição, Aytun Ciray, discursando no parlamento criticou violentamente as ações dos líderes turcos, em particular em relação à aproximação com Israel. Cirai afirmou que, segundo informações à sua disposição, no fim de março o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, por iniciativa própria, se reuniu com o ministro da Energia de Israel com quem discutiu a normalização de relações bilaterais, deixando de lado o primeiro-ministro e o chefe de diplomacia turca.

Em entrevista para a Sputnik, Cirai chamou este passo de "violação grave do protocolo" e da Constituição do país.

"Agora todos os mecanismos de governação em todas as áreas, inclusive na política externa, ficam nas mãos do presidente. Uma prova evidente disso é o fato de que o chefe de Estado, por iniciativa própria, ter realizado um encontro com o ministro da Energia de Israel deixando o primeiro-ministro, digamos, fora de bordo. Um dos altos responsáveis oficiais da chancelaria turca disse-me que não tem mais informações sobre este encontro, que foi realizado em contradição com o protocolo diplomático", disse o deputado.

Segundo Cirai, o fato da existência desse encontro e seus detalhes são mantidos em grande segredo. Muitas publicações dizem que no processo de normalização foi atingido um progresso significativo, mas na sua opinião, isso é uma fantasia.

"O acordo turco-israelense é uma derrota total do autor da estratégia utópica na política externa da Turquia que levou o país para um pântano sangrento", disse.

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Cirai pensa que o acordo de normalização, na verdade, será atingido em 26 de junho. O fato que gera a maior preocupação do deputado é que inicialmente o governo turco tinha dito que sem o levantamento do bloqueio a Gaza os acordos com Israel até nem seriam discutidos. As condições da parte turca não foram cumpridas, a Turquia não recebeu pedidos de desculpa, contudo, nessas condições se planeja assinar um acordo com Israel.

As relações entre os dois países se deterioraram depois do incidente com a Flotilha da Liberdade em 2010, quando seis navios, entre eles um sob bandeira turca, tentaram se aproximar da Faixa de Gaza levando a bordo ajuda humanitária e ativistas. A flotilha foi bloqueada e atacada pelas forças israelenses. Em resultado, oito cidadãos turcos foram mortos.

A Turquia respondeu expulsando o embaixador israelense do país e retirando o seu embaixador de Israel e, além disso, exigiu desculpas oficiais de Israel, bem como compensações para as famílias das vítimas.

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