Colômbia e FARC definem cessar-fogo e desarmamento

© AFP 2022 / Guillermo Legaria A dove rests by a wreath placed before the statue of XIXth Century Latin American Liberator Simon Bolivar at Bogota's main square on June 23, 2016
A dove rests by a wreath placed before the statue of XIXth Century Latin American Liberator Simon Bolivar at Bogota's main square on June 23, 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) concluíram hoje um acordo para o cessar-fogo e o desarmamento do grupo rebelde, colocando fim a 52 anos de um conflito que matou mais de 220 mil pessoas.

Santos oficializou o fim da guerra em uma cerimônia realizada nesta quinta-feira em Havana, capital de Cuba, presidida pelo mandatário colombiano e pelo comandante das  FARC-EP, Timoleón Jiménez.

Também compareceram à assinatura do acordo representantes dos dois países mediadores, Raúl Castro, presidente de Cuba, e Borge Brende, chanceler da Noruega, além de outras autoridades internacionais, como o líder venezuelano, Nicolás Maduro, a chefe de Estado chilena, Michelle Bachelet, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

"O processo de paz não tem volta atrás. A paz será a vitória da Colômbia e de toda a América", destacou Castro logo após a assinatura do acordo. 

​Entre os principais pontos definidos, se destaca a criação de 22 zonas de reintegração e oito acampamentos que permitirão aos guerrilheiros retornar à vida civil. Cada uma dessas zonas será vigiada por uma comissão internacional.

Sobre o desarmamento, foi definido que o mesmo será realizado ao longo de 180 dias, e será dividido em três etapas: recolhimento, registro e destruição. Segundo o documento, as armas das FARC-EP serão enviadas para a Organização das Nações Unidas, para a criação de três monumentos.

Ao longo de mais de cinco décadas, os diferentes atores do conflito (guerrilha, exército, polícia e forças de autodefesa) cometeram uma série de delitos que serão julgados após a assinatura do acordo de paz. Para isso, foi criado o Sistema Integral de Verdade, Justiça, Reparação e Não Repetição, "com o objetivo de alcançar a maior satisfação possível dos direitos das vítimas, assegurar a responsabilização pelo ocorrido, garantir a segurança jurídica de quem participar do Sistema Integral e contribuir para a garantia da convivência, reconciliação e não repetição do conflito, assim assegurando a transição para a paz".

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