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Memória eterna: Rússia se veste de luto no dia mais triste da sua História

© Sputnik / Grigory Sysoev / Abrir o banco de imagensMilitares no complexo memorial Fortaleza de Brest - herói na Bielorrússia
Militares no complexo memorial Fortaleza de Brest - herói na Bielorrússia - Sputnik Brasil
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Hoje toda a Rússia assinala um dia de luto: a recordação da dor e dos horrores da guerra. 22 de junho é o Dia da Memória e da Dor.

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A maior guerra na História da Rússia acabou já 71 anos atrás, deixando recordações muito tristes sobre os que não retornaram do campo de batalha, crianças que ficaram órfãs, mortes heroicas, a humilhação do cativeiro, a violência dos nazistas, mas também o caminho da vitória, os prazeres da liberdade e a alegria do encontro entre os que foram separados pela guerra. Recordam-se os que sofreram durante 1.418 dias e noites, os que combateram pelo futuro da Rússia. Hoje eles são veteranos – testemunhas vivas da maior tragédia do povo soviético – já são poucos, mas a história dos seus feitos continua viva. Como dizem as inscrições em monumentos aos soldados soviéticos: "Nada nem ninguém nunca pode ser esquecido".

Na madrugada de 22 de junho de 1941 a Alemanha nazista atacou a União Soviética sem declarar o estado de guerra. A sua aviação realizou um ataque em massa contra aeródromos, estações ferroviárias, bases marítimas militares, unidades militares e uma série de cidades russas a 250-300 km da fronteira nacional. Iniciou-se a Grande Guerra pela Pátria, a parte da Segunda Guerra Mundial que se desenvolveu principalmente no território da União Soviética.

Ao lado de Alemanha estavam a Romênia, a Itália, a Hungria, a Eslováquia e a Finlândia.

A guerra acabou em 9 de maio de 1945 com uma derrota completa dos países do bloco inimigo. As perdas totais da União Soviética durante a guerra atingem 26,6 milhões de pessoas. Mais de 8,7 milhões morreram em combates, cerca de 7,4 milhões foram eliminados pelos nazistas nos territórios ocupados. Mais de 4 milhões foram levadas para a Alemanha e países vizinhos para realizar trabalhos forçados, somente 2,65 milhões deles conseguiram voltar ao país de origem.

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A representante oficial do governo alemão Ulrike Demmer declarou hoje (22) que os alemães também se lembram deste dia na sua história.

"A guerra contra a União Soviética foi uma guerra racial violenta. Os sofrimentos que ela provocou ficarão sempre na memória da Alemanha. Por isso, somos obrigados a não admitir mais tal barbaridade", afirmou.

Desde 1996 a data é comemorada oficialmente como o Dia da Memória e da Dor. Neste dia o povo da Rússia recorda os seus compatriotas que defenderam a Pátria à custa da própria vida. Os cidadãos russos observam um minuto de silêncio, os sinos tocam e são organizadas diversas ações patrióticas. Em muitas cidades, são realizadas ações na hora do começo da guerra (4h00, horário de Moscou).

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Todos os anos os jovens deitam para a água do rio Bug coroas de flores com velhas acendes do Fogo Eterno. Desde 2009 em muitas cidades russas as pessoas acendem velhas e colocam-nas à janela. 

O presidente russo Vladimir Putin colocou uma coroa de flores junto ao Fogo Eterno do Túmulo do Soldado Desconhecido, no Jardim de Aleksandr, no centro de Moscou. O mesmo foi feito por veteranos da guerra e membros de colégio do Ministério da Defesa russo.

© REUTERS / Alexander Zemlianichenko/PoolEm 22 de junho de 2016, 75 anos depois do início da ofensiva nazista contra a URSS e início da Grande Guerra pela Pátria, o presidente russo Vladimir Putin depositou flores no memorial que ronda o Kremlin de Moscou
Em 22 de junho de 2016, 75 anos depois do início da ofensiva nazista contra a URSS e início da Grande Guerra pela Pátria, o presidente russo Vladimir Putin depositou flores no memorial que ronda o Kremlin de Moscou - Sputnik Brasil
Em 22 de junho de 2016, 75 anos depois do início da ofensiva nazista contra a URSS e início da Grande Guerra pela Pátria, o presidente russo Vladimir Putin depositou flores no memorial que ronda o Kremlin de Moscou

Não convém confundir o Dia da Memória e da Dor com o Dia da Vitória, que se celebra em 9 de maio. Em 9 de maio de 1945 a Alemanha Nazista assinou a capitulação. Pelo contrário, no Dia de Memória e da Dor não há espaço para alegria e triunfalismo, é recordado o sofrimento de todas as pessoas que viveram nesses anos.

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