EUA podem participar da próxima reunião de cúpula do Quarteto da Normandia

© AP Photo / Kremlin PoolQuarteto da Normandia em mesa redonda com Angela Merkel, Vladimir Putin, Pyotr Poroshenko e Francois Hollande
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O porta-voz do governo francês, Stephane Le Fol, informou nesta quarta-feira (22), ao fim de uma reunião do Gabinete de Ministros do governo de François Hollande, que há chances de os EUA participarem da próxima reunião de cúpula do Quarteto da Normandia.

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"O presidente da República [François Hollande] também tocou neste assunto. Nas suas  palavras, foi possível alcançar progresso e é possível vislumbrar para julho a realização de uma nova reunião de cúpula no 'formato de Normandia' – França, Alemanha, Rússia, Ucrânia e EUA, para discutir esta questão" – disse Le Fol.

Mais cedo, o porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov declarou que Kremlin não vê sentido em promover um novo encontro do Quarteto tão logo, já que Kiev ainda não se mostrou disposto a cumprir os Acordos de Minsk.

Entenda o Quarteto da Normandia

O formato do chamado Quarteto da Normandia, incluindo França, Alemanha, Rússia, Ucrânia, foi criado em meados de 2014 com o objetivo de encontrar uma solução para o conflito envolvendo a região de Donbass, no leste ucraniano, onde em abril de 2014 as autoridades de Kiev lançaram uma operação militar para reprimir os movimentos independentistas. O grupo foi formado após um encontro realizado na Normandia para comemorar o 70º aniversário do desembarque das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial.

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Desde então, esses países já realizaram quatro reuniões de cúpula e nove reuniões de ministros das Relações Exteriores. O último desses encontros diplomáticos aconteceu em Berlin, em 11 de maio. Na ocasião, o ministro alemão Frank-Walter Steinmeier declarou que os lados não alcançaram progresso nas negociações.

Um dos pontos altos do formato aconteceu em 12 de fevereiro de 2015, quando representantes da Alemanha, Rússia, França e Ucrânia assinaram na capital da Bielorrússia os chamados Acordos de Minsk, que determinam uma série de condições para acabar com o conflito, incluindo a retirada de tropas e o cessar-fogo completo em Donbass. Desde então, no entanto, representantes de Donetsk e Lugansk têm repetidamente declarado que Kiev viola os acordos.

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O mais recente contato do Quarteto da Normandia aconteceu em 24 de maio, via conferência telefônica. Na ocasião, os líderes dos quatro países apoiaram a realização de uma missão policial da OSCE em Donbass. Durante a conversa, Poroshenko destacou o agravamento da situação e os líderes concordaram na necessidade de "desescalada e cessar-fogo completo para continuar o diálogo político". O presidente russo Vladimir Putin, por sua vez, exortou Kiev a interromper imediatamente as agressões contra alvos civis em Donbass.

Apesar de tratar-se de um conflito interno, Kiev e o Ocidente exigem que a Rússia também cumpra os Acordos de Minsk, acusando Moscou de apoiar os independentistas de Donbass e de interferir nos assuntos internos da Ucrânia. Kremlin, no entanto, garante que não tem qualquer envolvimento na crise interna ucraniana e que está totalmente interessado numa resolução pacífica do conflito no país vizinho.

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