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Sacrifício de onça após evento olímpico gera revolta

© Foto / Orlando Kissner/SMCSOnça
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A onça Juma, que pertencia ao zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), foi morta a tiros pelos militares logo após participar numa cerimônia com a tocha olímpica em Manaus, no Amazonas, na manhã de segunda-feira (20).

Ao voltar para o zoológico, após ter sido mantido acorrentado e apresentado ao público durante toda a cerimônia, o animal, possivelmente estressado, conseguiu escapar e avançou sobre um soldado, precisando ser sacrificado com um tiro de pistola.

​O Comando Militar da Amazônia (CMA) alegou que um grupo de veterinários e militares tentou recapturar Juma com ajuda tranquilizantes, mas que, mesmo atingido, o animal tentou atacar um soldado.

​O caso ganhou ampla repercussão negativa nas redes sociais e revoltou ambientalistas e profissionais que trabalham com preservação de animais, gerando questionamentos sobre a manutenção de animais selvagens em centros do Exército na Amazônia e sobre a necessidade de se usar os felinos para fins de entretenimento.

Após o ocorrido, o Comitê Olímpico dos Jogos Rio-2016 assumiu que errou ao permitir que a onça fosse exibida acorrentada no revezamento da tocha em Manaus.

“Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores” – admitiu o Comitê em nota publicada no Facebook.

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