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Paes reafirma: Crise no Estado não é por Jogos e Governo Federal tem que ajudar

REPORTAGEM DE OLIMPIADA GASTOS 2 DE 21 06 16
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Após o governo do Rio decretar estado de calamidade pública, às vésperas do início dos Jogos Rio 2016, o Prefeito da cidade, Eduardo Paes concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (21), para prestar contas referentes aos Jogos Olímpicos e fazer um balanço das contas municipais.

Conforme a prestação de contas apresentada pela Prefeitura, dos R$ 39,07 bilhões do orçamento total dos Jogos Olímpicos, 57% vêm de fontes privadas. Deste total, R$ 24,6 bilhões, o equivalente a 2/3 são investidos em projetos de legado para a cidade. 

Na coletiva, Eduardo Paes criticou as especulações de ameaças às obras Olímpicas por conta da crise no Estado, além de desmitificar que o Governo Federal esteja pagando as Olimpíadas. Segundo Paes, se alguém tivesse que quebrar seria a Prefeitura por ser a responsável pela execução de 93,5% das instalações esportivas dos Jogos.

De acordo com o Prefeito, o município está viabilizando 70,3% dos R$ 7,07 bilhões gastos na construção das instalações olímpicas, a maioria realizada através de parcerias com a iniciativa privada, isso significa que R$ 2,8 bilhões investidos na montagem dos locais de competição vieram dos governos, o que representa apenas 7% do total do orçamento dos Jogos. Já o investimento do Governo Estadual, por exemplo, foi de apenas R$ 7,6 milhões para adaptação do Estádio de Remo, o que equivale a somente 0,1% do total.

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Servidores denunciam manobra em calamidade pública nas contas do Estado do Rio

“A gente precisa atentar para fatos e números, ao invés de ficar especulando. A Prefeitura é responsável por 94% das entregas.Todos os estádios foram construídos pelo município. Tudo aquilo que servia às Olimpíadas, se não foram construídos diretamente pelo município, foram a partir de contratos privados estabelecidos com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, nós mantemos a melhor avaliação de rating do Brasil, de todos os entes da Federação. Mantemos a maior taxa de investimento e um dos menos índices de endividamento do Brasil. Se era para alguém estar quebrado aqui por causa de Olimpíada, era a Prefeitura do Rio de Janeiro e não o Governo do Estado.”

Ainda de acordo com a Prefeitura, dos cofres municipais saíram R$ 732 milhões para estádios, o que equivale a apenas 1% dos R$ 65 bilhões investidos pela Prefeitura do Rio em educação e saúde entre 2009 e 2016.

O Prefeito fez questão de dizer, que as dificuldades econômicas do estado não estão sendo causadas pelos Jogos. De acordo com Paes, isso está sendo utilizado como desculpa para que o Estado consiga ajuda do governo federal, pois o endividamento do município está diminuindo.

“Nossa dívida saiu de 80% sobre a receita corrente líquida e fomos para 30% sobre receita de correntes líquidas. A dívida diminuiu mais do que a metade nesse período das Olimpíadas. O Estado do Rio de Janeiro passa por dificuldades econômicas não é por causa dos Jogos Olímpicos. Aliás, as Olimpíadas mais uma vez  servem inclusive de argumento para se pleitear essa ajuda do Governo Federal para a estabilização dos serviços do Estado. Não tem nenhum estádio em risco ou nenhuma obra da cidade em risco, em razão da crise financeira do Estado. O que você tem é risco de prestação de serviços normais do Estado, que não é para a Olimpíada.”

Para Eduardo Paes, o Governo Federal tem sim obrigação de ajudar o Estado nesse momento de crise, até porque não fez grandes gastos na preparação dos Jogos Rio 2016.

“Tem sim o Governo Federal obrigação de ajudar o Estado nesse momento, porque não entrou com tanto recurso próprio assim do orçamento da União (nos Jogos), e é um evento que não é da cidade do Rio, é um evento do Brasil. O Brasil que foi buscar as Olimpíadas. Se tivesse pago toda essa conta, a gente podia até entender dizer: não, nesse momento não vou ajudar, mas nesse momento o Estado passa por dificuldades, que não são razões Olímpicas e ao mesmo tempo precisa de ajuda, nada mais natural do que o Governo Federal ajudar.”

Nesta segunda-feira (20), após reunião com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, o Palácio do Planalto sinalizou a disposição de liberar cerca de R$ 3 bilhões para o estado, mas ainda estuda os mecanismos para a liberação do socorro ao Rio de Janeiro, que tem atrasado pagamento de servidores e estima fechar o ano com déficit de R$ 19 bilhões. 


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