Intervenção da OTAN na Ucrânia: futuro imaginário ou real?

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Reunião do presidente da Ucrânia Poroshenko com o Secretário Geral da OTAN Stoltenberg - Sputnik Brasil
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É impossível imaginar uma intervenção da OTAN na Ucrânia, disse na segunda-feira (20) o presidente do Comitê militar da OTAN, general de exército Petr Pavel, comentando a situação atual no país, informou o site Ceske noviny.

"Sem dúvida, é impossível imaginar que a Aliança possa realizar uma intervenção militar [na Ucrânia]. Tal decisão, sem dúvida, traria mais mal que bem", disse Pavel discursando na Universidade Carolina de Praga, apresentando o relatório sobre o futuro da OTAN.

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O general Pavel chegou a Praga com sua primeira visita oficial onde anteriormente ocupou o cargo de chefe de Estado-Maior do Exército tcheco.

Avaliando a situação na Ucrânia, ele disse que, em termos de segurança, ela está piorando, o número de violações dos acordos de cessar-fogo está aumentando cada vez mais.

Ao mesmo tempo, Pavel sublinhou que os Acordos de Minsk foram aceites "sob a pressão do tempo e da situação" e não são perfeitos. Na sua opinião, falta coerência. Pavel afirmou que a OTAN continuará prestando apoio à Ucrânia sob forma de material não letal, treinamento de militares e apoio financeiro.

Segundo Pavel, o orçamento militar dos países-membros da OTAN não corresponde à situação difícil atual na área de segurança.

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Ao mesmo tempo, Pavel disse que a OTAN não tenciona deslocar grandes forças militares para os Países Bálticos e para a região em geral.

"A OTAN não tem por objetivo criar no leste uma barreira militar contra uma agressão de grande escala da Rússia, porque tal agressão não está na agenda e vários tipos de dados de inteligência não confirmam algo assim", disse Pavel na entrevista coletiva depois das negociações no Estado-Maior da República Tcheca.

Segundo Pavel, tais ações não correspondem nem ao acordo atual entre a OTAN e a Rússia, nem aos princípios da Aliança.

A OTAN tem justificado o aumento de seus gastos e da sua presença militar na Europa Oriental com a suposta crescente ameaça por parte da Rússia. Kremlin, no entanto, acusa a Aliança de utilizar esse falso pretexto para justificar sua expansão na Europa. Na semana passada, o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov declarou que a OTAN sabe perfeitamente que a Rússia jamais atacaria qualquer país da Aliança.

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