Astrônomos descobrem por que Vênus ficou sem água

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Mariner 10's First Close-Up Photo of Venus - Sputnik Brasil
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Glyn Collinson e seus colegas da Agência Espacial dos EUA, descobriram que Vênus atual é desprovido de quaisquer reservas de água por razão de sua atmosfera sofrer de "ventos elétricos" excepcionalmente fortes, que sopram as moléculas de água para o espaço aberto, informa um artigo no jornal Geophysical Research Letters.

"É uma coisa incrível e surpreendente. Nunca pudemos imaginar que o vento elétrico pudesse ser tão forte que literalmente suga o oxigênio da atmosfera para o espaço", declarou Collinson.

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Durante alguns anos, cientistas estão estudando dados sobre as atmosferas dos planetas do Sistema Solar, incluindo a de Marte, obtidos por várias sondas, existentes ou desativadas: Mars Express e MAVEN, na órbita de Marte, e a sonda Vênus Express na órbita de Vênus.

Em ambos os casos, os cientistas questionaram: para onde desapareceu a água e a atmosfera da superfície de Marte e a água da atmosfera e da superfície de Vênus? Segundo os últimos dados da sonda MAVEN, a causa daquela perda é o chamado "vento elétrico".

Do ponto de vista da física, este vento representa uma forma incomum de circulação do ar, que surge devido ao aparecimento, sob a influência de um campo eléctrico do planeta, dos íons na atmosfera, e do movimento deles na direção da fonte da corrente de carga oposta. O movimento dos íons arrasta as moléculas neutras, causando um fraco, mas bem marcado, "vento".

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Segundo Collinson, os cientistas planetários ainda não sabem por que o campo elétrico de Vênus é muito mais forte do que o do seu "primo" terrestre. O cientista acredita que isso pode se dever a que Vênus esteja muito mais perto do Sol e receba duas vezes mais luz ultravioleta do que o nosso planeta.

Processos semelhantes podem ocorrer em outros planetas orbitando estrelas distantes de nós. A presença destes ventos em planetas semelhantes à Terra na "zona de vida" de outras estrelas pode torna-los inanimados e impróprios para serem habitados, apesar de corresponderem a todos os critérios formais.

Isto deve motivar os cientistas a abordar mais cuidadosamente a busca de gêmeos do nosso planeta, concluem os autores do artigo.

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