Kremlin explica como surge a ideia da 'ameaça russa' aos Países Bálticos

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O chefe da administração presidencial da Rússia Sergei Ivanov, explicou de onde vem o conceito da "ameaça russa" para os países Bálticos, declarada em várias ocasiões por políticos da Europa e dos EUA.

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"Tudo isso é uma propaganda absurda. É um truque conhecido: grita forte sobre a possível ofensiva da Rússia que, como dizem, até a dormir só sonha como escravizar os Países Bálticos", disse o chefe da Administração do Kremlin.

Segundo Ivanov, as advertências sobre uma suposta ameaça russa provenientes da Europa estão condicionadas pela difícil situação econômica dos Países Bálticos e do seu desejo de atrair forças adicionais da OTAN.

"O que significa a implantação de apenas um batalhão ou uma brigada no novo local? Significa a criação de uma centena de novos empregos, renda extra, crescimento econômico", enfatizou Ivanov em uma entrevista ao canal russo Vesti.

O Kremlin considera que as ações da OTAN, relacionadas com a colocação das suas forças no Leste da Europa, violam os princípios das relações com a Rússia.

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"Qual é a diferença, se você tem apenas uma unidade militar implantada na região de forma permanente ou diferentes unidades a cada meio ano? Pois bem, por exemplo, no início foram espanhóis e depois vieram os portugueses. O grau de preparação para o combate não muda, mesmo que a ordem dos fatores não altere o produto", destacou Ivanov.

Só a partir deste mês, sob pretexto da "ameaça russa", a Polônia anunciou a mobilização de 35 mil voluntários. Além disso, segundo um alto representante da OTAN, a Aliança pretende colocar quatro batalhões nos Países Bálticos e Polônia no início de 2017. A decisão final sobre o número de efetivos e os lugares de sua instalação será tomada na cúpula da Aliança Atlântica em Varsóvia, nos dias 8 e 9 de julho.

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