Brexit também será votado fora das ilhas Britânicas

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A notícia sobre a visita do primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron a Gibraltar na tarde de hoje recebeu críticas por parte do governo espanhol, que mantem a reivindicação sobre o território ultramarino britânico.

Será a primeira visita do líder do governo da Grã-Bretanha ao território disputado pelas coroas desde 1968. O motivo da visita, que durará apenas duas horas, é convencer a população da península para que votem contra o Brexit no referendo a ser realizado em 23 de junho.

“O governo não gosta do fato de o senhor Cameron visitar Gibraltar. O debate sobre uma eventual saída do Reino Unido da UE deve ser realizado no território nacional, mas não em Gibraltar”, disse o primeiro-ministro interino da Espanha Mariano Rajoy, entrevistado pela rádio nacional do país.

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De acordo com ele, a Espanha continua considerando Gibraltar como parte de seu território nacional. Porém, segundo o premiê espanhol, o governo não vai tomar medidas políticas, nem diplomáticas, devido à visita. Disse ainda que as posições dos países sobre o domínio do território foram conferidas na véspera durante o contato entre gabinetes dos chefes de governo por telefone.

Os gibraltinos apoiam na sua maioria a permanência do Reino Unido na UE. De acordo com a pesquisa realizada pelo jornal Gibraltar Chronicle, mais de 80% da população do enclave pretendem votar contra o Brexit no referendo de 23 de junho.

O ministro-chefe de Gibraltar Fabian Picardo também está contra o Brexit. 

“Se Gibraltar quiser manter o acesso ao mercado comum e garantir direito à livre movimentação, de que gozamos, teremos que considerar a nossa reunificação com a Espanha, porém ninguém em Gibraltar está pronto para discutir o assunto”, disse.

O chanceler interino da Espanha José Manuel García-Margallo opinou que, se o Reino Unido votar a favor do Brexit, o que a Espanha não quer, a situação “criará problemas para Gibraltar”. Madri terá que negociar com Londres “algum tipo de domínio conjunto” sobre o território, o que “seria uma decisão delicada”.

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