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Pesquisa: 50% das francesas abandonaram saias depois de sofrerem assédios sexuais

© AFP 2021 / STAFF / Abrir o banco de imagensUm velho observa mulheres de saias mini, Nice, França, 1969
Um velho observa mulheres de saias mini, Nice, França, 1969 - Sputnik Brasil
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Metade das mulheres francesas preferem vestir calças em vez de saia, quando usam transportes públicos, para evitarem ser vítimas de assédios sexuais, diz o estudo realizado pela Federação nacional de associações de usuários de transportes (Fnaut).

Além disso, 87% das entrevistadas disseram que anteriormente tinham sido vítimas de assédios sexuais na hora de usarem transportes públicos. Eram agredidas verbalmente, se tornaram alvo de perguntas intrusivas, insultos e ameaças, e até vítimas de violências sexuais.

Apesar de que 86% de agressões ocorreram na presença de outras pessoas, na maioria esmagadora de casos (89%) ninguém fez tentativas de ajudar as vítimas, diz o estudo.

Participaram da pesquisa mais de 6000 mulheres, que confirmam – o receio de serem agredidas sexualmente muda completamente a postura delas. Das entrevistadas 48% disseram, que na hora de viajar no metrô, ônibus ou trem, elas trocariam suas roupas preferidas por calças e cobririam decotes com um cachecol ou outro assessório.
De todas as entrevistadas somente 2% comunicaram os assédios à polícia, mesmo que 70% dos casos representem crimes reais.

Uma das vítimas declarou à Fnaut, que no metrô evita entrar em carruagens cheias de homens.

"Prefiro evitar ficar sozinha na companhia de homens, pois sei o que acontece logo depois", disse a entrevistada, citada por uma edição francesa Local.

Uma mulher no metrô de Buenos Aires - Sputnik Brasil
Mulheres de Buenos Aires usarão metrô separadamente dos homens
De acordo com ela, os homens no metrô de Paris costumam regularmente trocar de lugar e incomodar as meninas com conversas, fazendo com que elas fiquem contra a parede.

Segundo a edição, apesar de várias campanhas governamentais, que visam eliminar o fenômeno de assédios sexuais nos transportes públicos, esse vício continua atingindo o país.

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