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OTAN avança condições para reduzir tropas no leste da Europa

© AP Photo / Mindaugas KulbisUm membro do Exército dos EUA posa num carro blindado durante os exercícios militares “Dragoon Ride II” perto de Vilnius, Lituânia, junho de 2016
Um membro do Exército dos EUA posa num carro blindado durante os exercícios militares “Dragoon Ride II” perto de Vilnius, Lituânia, junho de 2016 - Sputnik Brasil
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A OTAN está pronta para reduzir sua presença no flanco leste, se a situação com a segurança melhorar, afirmou um alto representante da Aliança que preferiu o anonimato.

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“Nada está sendo feito contra a Rússia. Fizemos tudo como resposta à situação à nossa volta. Tudo o que mencionei tem objetivos defensivos e é ponderado para não ser provocador. Isso é feito especialmente dessa forma, para podermos reduzir essas medidas se sentirmos que a situação ficou mais segura e confiável”, disse ele aos jornalistas.

Além disso, segundo ele, uma possível contração depende das ações da Rússia. O representante da Aliança assinalou que, neste contexto, um diálogo construtivo com a Rússia continuará sendo importante.

A OTAN não sabe que medidas pode tomar a Rússia como resposta ao esforço do flanco leste da Aliança, disse o alto representante da OTAN.

“Duvido que nesta sala haja alguém que possa prever as ações da Rússia”, disse o representante da Aliança aos jornalistas.

“O secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg assinala que, paralelamente à contenção e defesa, é preciso realizar um diálogo construtivo com a Rússia. Para explicar que fazemos tudo proporcionalmente, defensivamente e que isso pode ser reduzido, dependendo das ações da Rússia”, disse ele.

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A Aliança tem aumentado sua presença militar na Europa, em particular nos países da Europa Oriental fronteiriços da Rússia, desde 2014, usando a alegada interferência da Rússia no conflito ucraniano como pretexto. Moscou avisou repetidamente a OTAN que tais ações provocativas podem afetar a estabilidade regional e global.

A OTAN afirma que o aumento das despesas militares está relacionado com uma subida semelhante dos gastos militares da Rússia, mas, entretanto a Aliança se esqueceu de indicar que os gastos da OTAN são 10 vezes superiores aos da Rússia. O maior adepto do aumento das despesas militares são os EUA.

Moscou negou repetidas vezes as acusações de que tenciona ameaçar os países da ex-União Soviética.

"A Rússia nunca irá invadir qualquer país da OTAN. Não temos nenhum plano para isso", disse recentemente o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

Muitos altos responsáveis oficiais da OTAN sugerem que as conversas sobre uma possível invasão por parte da Rússia são infundadas, uma ideia que é apoiada por Berlim e Paris.

Segundo diferentes especialistas, outros membros da OTAN, tentando combater a crise de refugiados, não querem alocar recursos para fortalecer a fronteira contra uma ameaça inexistente.

Além disso, este passo levará Moscou a tomar contramedidas, o que não ajudará a diminuir as tensões na região.

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