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Pequenos agricultores saem às ruas de vários Estados contra perda de direitos

© Antônio Cruz/Agência BrasilMPA 3
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Após manifestações organizadas em cidades do interior de todo o Brasil desde o início da semana, os protestos contra o governo interino do presidente Michel Temer tomaram nesta sexta-feira, 10, cerca de 15 capitais e cidades de grande porte com a mobilização de milhares de pessoas atendendo ao chamado de movimentos sociais e sindicatos.

Em Brasília, o coordenador nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Anderson Amaro, falou à Sputnik sobre os protestos no campo que mobilizam sem-terras, quilombolas, pequenos agricultores, atingidos por barragens, pescadores entre outros, que protestam contra a perda de direitos dos trabalhadores após as recentes medidas anunciadas pela equipe do presidente em exercício Michel Temer.

Segundo Amaro, as manifestações ocorrem não só nas capitais, como também em grandes cidades do interior. Em Teresina, a sede do Incra está ocupada por manifestantes do MPA desde segunda-feira; na Bahia há mobilizções em Jacobina, Vitória da Conquista e Itabuna, que serão intensificadas ao longo do dia, assim como em cidades de Sergipe e do Pará

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"Os objetivos das manifestações são muito claros. Primeiro o da saída do presidente interino, depois a luta pela manutenção das conquistas sociais alcançadas nos últimos anos, contra os projetos de reforma da Previdência, assim como a desvinculação do salário mínimo do pagamento dos benefícios e as novas formas de cálculo para aposentadoria que estão sendo discutidas."

Amaro observa que a transferência de ministérios e autarquias que cuidavam da política social para o Ministério da Fazenda é uma indicação do pouco caso que o governo interino tem para com a classse trabalhadora. O coordenador do MPA também faz duras críticas a extinção de ministérios como o do Desenvolvimento Agrário, o de Igualdade Racial e o do Desenvolvimento Social.

"Em programas básicos e importantes como o Minha Casa Minha Vida, as modificações propostas vão atingir em cheio o crédito principalmente as faixas 1 e 2, fazendo com que as pessoas com menos recursos fiquem definitivamente afastadas do sonho da casa própria. Por tudo isso,as manifestações vão continuar."

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