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Pentágono: OTAN seria incapaz de deter um ataque da Rússia no Báltico

© Sputnik / Igor Zarembo / Abrir o banco de imagensEnsaio para a parada do dia da Marinha da Rússia em Baltiysk. A Frota do Báltico.
Ensaio para a parada do dia da Marinha da Rússia em Baltiysk. A Frota do Báltico. - Sputnik Brasil
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O vice-assessor do chefe do Pentágono Michael Carpenter declarou nesta quinta-feira (9), em reunião do comitê do Senado dos EUA para relações exteriores, que a Rússia continua mantendo sua superioridade militar na região do Báltico.

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De acordo com um relatório do centro de pesquisas estratégicas RAND, publicado em fevereiro deste ano, a Rússia precisaria de “não mais do que 60 minutos para alcançar as capitais da Letônia e da Estônia em caso de uma intervenção militar”.

O relatório destaca que para alterar as perspectivas desse cenário seria necessário posicionar sete divisões de Exército nesses países, incluindo três divisões de tanques, além de garantir um devido apoio aéreo e de artilharia.

“Não creio que nós tenhamos feito progressos significativos em relação ao momento de publicação deste relatório, mas vamos avançar até o final de 2017” – declarou Carpenter, destacando que até lá a OTAN planeja aumentar bastante as suas defesas junto ao Báltico.

O porta-voz do Pentágono chamou a atenção para a posição favorável da Rússia em relação à OTAN na região, o que segundo ele garante a Moscou uma série de vantagens do ponto de vista de tempo e distâncias.

Apesar disso, o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov já declarou diversas vezes que a Rússia jamais atacará qualquer país da OTAN.

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“Acredito que a OTAN sabe perfeitamente disso, mas utiliza isso como pretexto para posicionar mais equipamentos e divisões, como uma garantia de que os EUA manterão a sua supervisão em todo o planeta” – disse o chanceler russo.

A OTAN planeja posicionar uma divisão militar internacional em cada um dos três países da região do Báltico, e um quarta divisão na Polônia. A decisão final sobre o contingente desses exércitos será definido na reunião de cúpula da aliança, nos dias 8 e 9 de julho, em Varsóvia.

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