Embaixador: EUA cooperam com Al-Qaeda para derrubar Assad

CC BY 2.0 / The U.S. Army / Soldado dos EUA no Iraque
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Os EUA “estão prontos a aliar-se” a seus inimigos do Al-Qaeda na Síria usando os chamados grupos “moderados” para derrubar o governo sírio, disse numa entrevista exclusiva ao RT o ex-embaixador do Reino Unido na Síria, Peter Ford.

Falando sobre o pedido recente de Washington para que Moscou não ataque as posições da Frente al-Nusra, por causa da oposição moderada localizada na mesma área, Peter Ford denunciou este passo “não razoável” e “grotesco”. Ele também criticou bruscamente os EUA pela sua “obsessão em derrubar Assad e o governo secular na Síria”, o que os leva diretamente à aliança com “seus antigos inimigos” e à perda de “toda competência moral e prática”.

“Apenas podemos esperar que isso seja uma aberração temporal e eles logo recuperem seu juízo”, disse Ford ao RT.

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Ele expressou seu apoio à “exigência muito razoável da Rússia que a posição moderada se liberte dos embaraços da al-Nusra para permitir os ataques contra a Frente”.

A única diferença entre a al-Nusra e outros grupos descritos por países ocidentais como “a oposição moderada” é a tática, mas a ideologia e os métodos, de massacres e crueldade”, são praticamente idênticos.

Na opinião do ex-embaixador, a obsessão dos EUA em derrubar Assad representa uma tentativa de realizar mais uma mudança de regime, como eles já tinham feito no Iraque e na Líbia.

“Estão ansiosos, parece, em repetir o mesmo erro em Damasco”, comentou Ford os esforços contínuos de Washington para expulsar Assad do seu cargo.

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Em 5 de junho, o ministro das Relações Exteriores sírio enviou uma carta à ONU, alegando que alguns grupos da “oposição moderada” tinham bombardeado áreas residenciais em Aleppo conjuntamente com a Frente al-Nusra. O ministro acusou a Turquia, o Qatar e a Arábia Saudita de tentativas para impedir as negociações em Genebra.

A carta nomeia grupos como o Jaish al-Islam, o Ahrar al-Sham e o Jaish al-Fatah como “afiliados” do al-Nusra e criticou alguns membros da ONU pela recusa em os adicionar à lista de terroristas.

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