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É tempo de libertar Raqqa: capital do Daesh 'será conquistada' pelas forças sírias

© AFP 2021 / STRINGERSoldados sírios nos arredores de Raqqa, Síria
Soldados sírios nos arredores de Raqqa, Síria - Sputnik Brasil
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O Exército Sírio, apoiado pela Força Aérea russa e seus aliados locais, irá liberar a cidade de Raqqa, que foi transformada na capital do Daesh, disse a analista política Catherine Shakdam à Rádio Sputnik, sublinhando que a libertação de Palmira será um ponto de viragem na guerra e que mudará a situação a favor de Damasco.

Combatentes das Forças Democráticas da Síria junto com um blindado - Sputnik Brasil
Unidades curdas avançam em direção a Raqqa
O destacamento Falcões do Deserto e o Exército sírio relataram que estão apenas a 11 milhas da cidade de al-Tabqa, onde fica uma barragem importante e uma base aérea estratégica, capturadas pelo Daesh em agosto de 2014. O Exército sírio está se movendo em direção às fortificações, disse um general de brigada sírio à Sputnik.

Tudo começou em Palmira

Esta ofensiva nunca aconteceria se a Rússia não tivesse oferecido sua assistência militar a Damasco em setembro de 2015. No final de março, forças sírias libertaram a cidade de Palmira, onde se encontram ruínas antigas de valor inestimável, destruídas parcialmente pelo Daesh que controlou a cidade durante dez meses.

"Psicologicamente, Palmira foi imensa. Você pode ver hoje o resultado. Você o viu em Aleppo e agora em Raqqa. [As forças sírias] limparão esta província. A verdadeira capital do Daesh será conquistada e recuperada pelo Exército sírio", disse a diretora de programas para o Instituto Shafaqna de Estudos do Médio Oriente.

A própria Shakdam deu várias estimativas de quando essa vitória poderia ter lugar.

O Exército sírio poderá estar em grande vantagem em Raqqa "talvez até o final do Ramadã". O mês sagrado muçulmano vai acabar no início de julho. Na Síria "podemos ver grandes mudanças" em relação ao Daesh. O grupo "poderá estar literalmente em fuga" ou desaparecer completamente.

Daesh está 'literalmente em fuga'

Esse processo já começou. Na verdade, o grupo radical que ainda controla algumas partes da Síria e do Iraque está recuando há mais de um ano.

"Eu acho que os militantes do Daesh estão realmente em fuga. As áreas que eles controlam diminuem muito rapidamente e o Exército Sírio se consolidou com ajuda dos russos e, claro, do Irã e do Hezbollah. Ele está conquistando e recuperando territórios", disse a analista.

O Daesh, em sua opinião, se tornou uma sombra do que era anteriormente.

A 'arma de guerra assimétrica' da Turquia

Soldados sírios nos arredores de Raqqa, Síria - Sputnik Brasil
Missão cumprida! Exército sírio entra na província de Raqqa pela primeira vez desde 2014
Os últimos relatórios do Centro Russo Para Reconciliação Síria mostram que militantes da Frente al-Nusra ainda atravessam a fronteira para transportar recrutas, armas e outros recursos para o campo de batalha. Na sexta-feira, cerca de 200 combatentes da Frente al-Nusra atravessaram a fronteira da Síria a partir da Turquia, perto Beisun, e lançaram um ataque contra as forças do governo.

O Daesh e outros grupos radicais, que tentam derrubar Bashar Assad, serão destruídos mais cedo, se não conseguirem receber ajuda do exterior. Países como a Turquia e a Arábia Saudita usam os terroristas para alcançar seus próprios fins geopolíticos, apontou a analista.

"O problema é que existem Estados, como a Turquia, que usam o terrorismo como uma arma de guerra assimétrica. Eles tentam usá-lo como uma forma nova de imperialismo", disse ela. "A Turquia tentou transformar a Síria em mais uma província do império que Erdogan tenta reconstruir".

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