Morales: Nos EUA governam os empresários e não os presidentes

© AFP 2022 / ODD ANDERSENPresidente bolivariano Evo Morales durante a conferência de imprensa em conjunto com a chanceler alemã Angela Merkel, Berlim, Alemanha, 4 de novembro de 2015
Presidente bolivariano Evo Morales durante a conferência de imprensa em conjunto com a chanceler alemã Angela Merkel, Berlim, Alemanha, 4 de novembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Nos EUA governam os empresários e banqueiros e não os presidentes, afirmou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em uma entrevista exclusiva à agência Sputnik nesta quinta (2).

O presidente assegurou que "infelizmente o povo americano está enganado".

"Eles (o povo) vão votar <…> Mas será que ele vai governar? Será que Obama governa? Os que governam são os empresários, os banqueiros", disse ele.

A vitória do candidato do Partido Republicano, Donald Trump, ou da possível candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, não mudará a política dos EUA, disse o presidente da Bolívia.

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"Eu sinto que, qualquer que seja o presidente dos EUA, nada mudará", justificou Morales, acrescentando que uma vitória de Trump ou de Clinton é "um problema dos Estados Unidos".

Ele também afirmou que Trump necessita de ajuda de um psiquiatra.

"Eu acredito que, desculpe pela expressão, ele precisa da ajuda de um psiquiatra", respondeu ele, rindo da pergunta sobre o candidato do partido republicano.

​A Bolívia gostaria de melhorar as relações com os EUA, mas apenas se Washington parar com as conspirações, disse o presidente Morales.

"É desejável para a Bolívia, mas não é obrigatório. Estamos a favor do regresso da cultura do diálogo <…> mas não do regresso do embaixador dos EUA para conspirar contra nós", disse ele.

Anteriormente, em uma entrevista à RIA Novosti, Morales afirmou que a Rússia pode contar com o apoio da Bolívia no que se trata do reconhecimento da Crimeia.

"Qualquer que seja a agressão norte-americana, nós estamos sempre ao lado da Rússia. Seja essa agressão política, econômica, territorial ou militar, o país (a Rússia) pode contar com a Bolívia e com nosso pleno apoio", disse Morales, respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade do reconhecimento da Crimeia como território da Rússia por parte de La Paz.

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