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Cultura feminista: 6 dicas para ler, ver, pensar e rir na internet brasileira

© Tomaz Silva/Agência Brasil/FotosPúblicasManifestação contra a cultura do estupro no Rio de Janeiro
Manifestação contra a cultura do estupro no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil
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Em meio a um saudável fortalecimento do movimento feminista no Brasil – seja pelas recentes manifestações contra a cultura do estupro, pelos ataques atentos aos sinais do patriarcado na política, pela militância nas ruas ou nas redes sociais –, a Sputnik lista para você 6 dicas de blogs, canais no Youtube e páginas para ficar por dentro do assunto.

JoutJout - Sputnik Brasil
Blogueira 'JoutJout' fala sobre estupro e convoca para manifestações nesta quarta-feira
Lugar de Mulher

Com temas diversos, polêmicos e atuais, este blog oferece textos de gente que entende que lugar de mulher, afinal, é onde ela quiser.

“Preste atenção, olhe em volta e mesmo sem ter olhos treinados (porque só porque você não vê, não significa que não está lá) vai conseguir captar os machisminhos que permeiam a vida de toda e qualquer mulher”, diz o texto Para enxergar e combater.

O machismo nosso de cada dia

No Facebook, a página tem quase 170 mil seguidores e se propõe a expor o machismo, discutir política, fortalecer redes feministas e ainda dá dicas de livros e eventos.

"O objetivo não é mais se tornar tão semelhante aos homens quanto possível, mas transformar radicalmente as relações de gênero, projeto político que, por sua vez, requer a superação de todas as formas de desigualdade. (Verena Stolcke)”, cita a página em sua descrição.

Escreva Lola Escreva

Um dos blogs feministas mais acessados no país, oferece uma porta de entrada ao universo feminista com textos cheios de exemplos e de fácil compreensão, muitas vezes com histórias de leitoras. 

“Stalking e ameaças de morte e estupro são comuns contra mulheres na internet. Em 2006, pesquisadores da Universidade de Maryland criaram várias contas falsas e as colocaram para interagir em fóruns. Contas com nomes femininos receberam uma média de cem mensagens ameaçadoras e sexualmente explícitas por dia. Contas com nomes masculinos receberam 3,7”, diz a autora em um artigo que enumera “algumas razões para ser feminista”.

Presidente Dilma Rousseff participa da Cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres, em Brasília. 10/05/2016 - Sputnik Brasil
Deu no NYT: Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?
Think Olga

O coletivo é berço de várias campanhas recentes que viraram trending topics nas redes sociais, como a do#PrimeiroAssédio e a #ChegadeFiuFiu. 

“Se fala com mais autoridade ou aumenta o tom de voz, “perdeu a razão”. Controlar a postura da mulher é uma sutil, porém eficaz forma de silenciamento que limita a liberdade de expressão, tolhendo emoções e adequando-as aos rígidos padrões do que é considerado feminino e masculino socialmente. Um homem que é assertivo e expressa suas opiniões com dureza sem pedir desculpas por seu comportamento, é másculo, viril, poderoso. A mulher que faz o mesmo é grosseira, machona, bruta ou descontrolada”, diz o texto “Não lhe devemos candura”.

Blogueiras Negras

A luta das mulheres negras é o enfoque deste blog, onde se pode ver como o machismo e o racismo se unem em um eixo de opressão ainda mais violenta, tornando necessário o recorte especial do feminismo negro dentro da pauta mais geral do feminismo.

“O Feminismo Interseccional é de extrema relevância atualmente porque auxilia na organização das pautas das mulheres negras levando em consideração as suas reais necessidades, já que elas sofrem um tripla opressão: racismo, machismo e preconceito de classe social”, explica um texto sobre o assunto.

Canal das Bee

Com muito bom humor, as meninas do Canal das Bee exploram temas atuais para empoderar as mulheres e rir de qualquer tipo de preconceito, homofobia, transfobia, bifobia, lesbofobia ou machismo.

Neste vídeo com JoutJout, por exemplo, elas incentivam todas as mulheres a irem à praia e aproveitar o momento sem se preocupar do que os outros acharão de seus corpos. Vale a pena assistir:

JoutJout Prazer

Falando dela, a rainha da internet não poderia ficar de fora desta lista. Uma das youtubers mais queridas no país, JouJout fala sobre os mais variados temas, mas tem muitos vídeos com pautas interessantes para o movimento feminista – questões como relacionamentos abusivos, masturbação, assédio etc. O mais clássico é o “Não tira o batom vermelho!”.

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