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Dilma, em ato no Rio, condenou cultura de estupro e criticou o governo provisório

© Roberto Stuckert Filho/PRPresidenta Dilma Rousseff durante Ato “Mulheres pela Democracia contra o Golpe”, no Rio de Janeiro
Presidenta Dilma Rousseff durante Ato “Mulheres pela Democracia contra o Golpe”, no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil
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No primeiro ato organizado de mulheres no Rio de Janeiro com a presença de Dilma Rousseff, a presidenta condenou a cultura do estupro e a segregação social que, segundo afirmou, ainda imperam na nossa sociedade, informou Agência Brasil.

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"Essa cultura do estupro contra as mulheres e da exclusão social é algo que nós sabemos que tem que ser combatido por todos os movimentos, mas também pelos governos. É lamentável que ao escolher uma secretária das mulheres ela se manifeste contra o abordo em caso de estupro, previsto em lei. É uma conquista ainda pequena das mulheres, mas é uma conquista. Um agente público, homem ou mulher, mas sobretudo uma mulher, não pode achar que as suas convicções pessoais se sobreponham à lei”, disse Dilma, ao comentar a nomeação de Fátima Pelaes para a Secretaria de Políticas para Mulheres.

Em seu discurso, a presidente afastada afirmou que o governo interino é um mau exemplo, ao colocar apenas “homens brancos e velhos” no primeiro escalão, o que “não representa a nossa diversidade”. 

“Eu jamais pensei que assistiria alguém ameaçar o Bolsa Família e as conquistas na área de educação. Nunca pensei que num país com essa diversidade pudessem extinguir o Ministério da Cultura. Não é um capricho nosso querer que sejamos representadas no primeiro escalão do governo, porque não é possível deixar que ocorra estupro coletivo ou segregação de babás".

Dilma Rousseff classificou mais uma vez o processo do impeachment de golpe e afirmou que, com as gravações vazadas recentemente, ficou claro que se trata de uma forma de impedir que as investigações de combate à corrupção continuem.

"No início eles queriam que eu renunciasse, para tirar o incômodo que é a minha presença. Eu não cometi nenhum crime de corrupção, não desviei dinheiro público, não tenho conta na Suíça, então era melhor que eu renunciasse para evitar o incômodo de tirar uma pessoa inocente. As mulheres resistem, seguram uma barra feia e seguram o bonde. A minha vida inteira eu lutei contra a ditadura nesse país. E agora eu tenho a honra de lutar pela democracia nesse país”.

O ato Mulheres pela Democracia saiu do Largo da Carioca por volta de 17h com mil pessoas e reuniu cerca de 25 mil na Praça XV, de acordo com a organização.

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