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Em redes sociais Dilma fala da entrega de defesa hoje no processo de impeachment no Senado

REPORTAGEM DEFESA DILMA 2 DE 01 06 16
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O ex-advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo entrega nesta quarta-feira (1º) a defesa prévia da Presidenta afastada Dilma Rousseff para Comissão Especial do Impeachment, nesta segunda etapa de análise do processo contra ela no Senado.

Na quinta-feira (2) está prevista uma nova reunião do colegiado para discutir o cronograma de atividades desta etapa, denominada de pronúncia, onde são feitas diligências, coleta de provas favoráveis e contrárias ao impedimento e ouvir testemunhas de defesa e acusação, para depois elaborar relatório sobre a denúncia. 

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Dilma: ‘governo Temer terá que se ajoelhar’ a Cunha

Através de um vídeo em suas redes sociais, Dilma Rousseff disse que seu governo vai apresentar na defesa as verdadeiras razões do impeachment, e pede que escutem a fala do ex-Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, que primeiro explica os dois motivos que iniciaram o impeachment: os seis decretos de suplementação de créditos orçamentários, que segundo ele não são ilegais e as chamadas pedaladas fiscais, questão, que conforme Cardozo sempre aconteceu em governos anteriores e nunca se disse que era ilegal ou contas foram reprovadas por isso.

Em seguida, José Eduardo Cardozo reafirma no vídeo a questão do impeachment ser um golpe de Estado, e que o processo além de não ter fundamento, é de uma profunda imoralidade democrática.

"Há um pretexto muito claro para que se possa iniciar um processo de impeachment, que no fundo é um verdadeiro rompimento institucional, é um golpe de estado. São pretextos jurídicos, porque não existem atos ilícitos, não existe má-fé da presidente. Não são atos graves que possam justificar um impeachment nos termos do artigo 85 da Constituição Federal, e ainda o que é mais significativo, nós temos uma situação anterior em que todos faziam isso, e subitamente passou-se a dizer que não mais se podia fazer, ou seja, uma situação inaceitável, que perante o direito não pode jamais ser admitido. Nós Temos que ter clareza que esse processo além de não ter fundamento, é de uma profunda imoralidade democrática. O Brasil não pode aceitar o afastamento de uma Presidenta eleita  por razões desta natureza, com desrespeito àquilo que nós tanto lutamos para ter no Brasil, a democracia.” 

Conforme o cronograma apresentado na semana passada, o relator da Comissão Especial de Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) propôs que o julgamento final do processo seja realizado entre os dias 1º e 2 de agosto, o que gerou polêmica entre os parlamentares contra e pró Dilma. Os opositores de Dilma querem agilizar o quanto antes a conclusão da segunda fase em julho, mas os senadores que apoiam a presidenta afastada, acham esse prazo de trabalho muito curto, para concluir esta etapa da comissão.

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