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Argentina quer ficar mais junto do Pacífico sem abandonar Mercosul

© AFP 2021 / Pablo Porciuncula Os Andes perto da fronteira entre a Argentina e o Chile
Os Andes perto da fronteira entre a Argentina e o Chile - Sputnik Brasil
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Nesta terça-feira (31), o ministro da Fazenda e Finanças da Argentina, Alfonso Prat Gay, declarou que o gabinete aposta por um "rápido acordo" entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

"Fomos o governo que voltou a colocar sobre a mesa este acordo e temos a intenção de avançar na direção correta", disse Prat Gay, citado pela agência estatal Télam.

Ele mencionou ainda, durante a sua entrevista à agência de notícias espanhola EFE, que o acordo UE-Mercosul "permitirá conectar os dois oceanos e unificar comercialmente o Cone Sul e toda a América do Sul, o que é algo que não conseguimos desde a época de San Martín e Bolívar". O ministro não deixou de mencionar também "a outra aliança", ou seja, o Tratado Transpacífico de Cooperação Econômica, o TPP, na sigla em inglês.

Prat Gay está agora em Madri participando de um fórum organizado pela Casa da América. Membro do gabinete organizado pelo presidente Mauricio Macri, eleito e empossado em 2015, ele critica a política econômica do governo de Cristina Fernández de Kirchner, insistindo que "temos que ordenar a desordem".

Qualificando o estado atual das coisas, o ministro da Fazenda afirma que "estão melhorando as expectativas" e prevê queda da inflação até um impressionante 5% em 2019. Em 2015, a inflação beirava os 25%, de acordo com o Infobae, que alega uma pesquisa divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

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O ministro confessou que "esta melhora não chegou às ruas", reconhecendo o poder da atitude popular opositora ao curso neoliberal do novo gabinete, mas estima que "no segundo trimestre deste mesmo ano" o povo já a reconheça.

Viagem

Em junho, a agenda o presidente da Argentina tem uma viagem ao Chile, onde terá lugar a cúpula da Aliança do Pacífico, que une o Chile, o México, a Colômbia e o Peru. Como informa a Reuters, citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores argentino, é "o primeiro passo".

Contudo, a mesma fonte insiste que "de nenhuma maneira" planeja-se abandonar o Mercosul.

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